quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Música portuguesa: fado e pimba


Neste artigo, vamos focar a nossa atenção na música típica de Portugal. As tradições musicais são diversas e dinâmicas e refletem as influências que Portugal recebe das culturas do norte de África e também do Brasil. Em Portugal há numerosos grupos musicais, entre os quais se destacam os Madredeus, os Da Weasel, entre outros. Porém, não se deve desprezar a importância do fado e da música tradicional, bem como da música pimba.

O fado é um género musical que nasceu por volta de 1820. Geralmente, versa sobre melodias tristes e faz referência aos estratos mais baixos da sociedade. Possivelmente, a figura mais destacada do fado português seja Amália Rodrigues, que é considerada uma grande figura artística em Portugal. Mas também é importante referir uma grande fadista radicada na Galiza: Maria do Céu. De facto, há quem já a tenha considerado a sucessora de Amália Rodrigues. O fadista costuma fazer-se acompanhar por uma guitarra de doze cordas, cuja origem remonta à Idade Média, que foi introduzida em Portugal já na segunda metade do século XVIII. As casas de fado, que são restaurantes típicos onde se pode ouvir fado, estão localizadas nos antigos bairros de Lisboa, como Alfama ou Lapa. Nestes locais, o fado é ouvido depois de jantar, na obscuridade ou com uma luz muito baixa.

Por outro lado, há outros géneros musicais portugueses, como a música pimba. Este estilo musical tem conotações rurais. Geralmente, este tipo de música utiliza letras de conteúdo sexual ou romântico e o cantor costuma fazer-se acompanhar de instrumentos como o acordeão ou a concertina. Até à década de 1980, a palavra “pimba” era considerada um argot. Quanto aos artistas mais destacados neste género, importa referir Emanuel, que compôs uma canção que despertou uma grande polémica na época (década de 1990), chamada “Nós Pimba”. Além dele, neste género podemos também destacar Quim Barreiros que, na maioria das suas canções, utiliza letras com evidentes alusões sexuais. Algumas das canções são “A garagem da vizinha” e “Bacalhau à portuguesa”, onde se podem ver claramente alusões aos órgãos genitais femininos. Outro dos grandes êxitos de Quim Barreiros é a canção “Os peitos da cabritinha”.

Finalmente, é importante referir que a música portuguesa tem uma grande importância na sua cultura, e Portugal é conhecido a nível internacional também pela sua tradição folclórica. Portanto, a música é característica do espírito português e tem consequências na sua história e nas suas raízes culturais.


Bibliografia:
- Cintra, L. / Cunha, C. (1984): Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.
- Dicionário Priberam, [em linha] URL: http://www.priberam.pt/.
- Lopes, Samuel (2012). Fado Portugal. 200 anos de Fado. Seven Muses Musicbooks.

Se quiserem ouvir...
- https://www.youtube.com/watch?v=uFgctURyGp4: Amália Rodrigues “Estranha forma de vida”.
- https://www.youtube.com/watch?v=5NbZtySlios: Pimba portuguesa.
- https://www.youtube.com/watch?v=Ro0gb-BU3vg: Maria do Ceu “María la portuguesa”.
- https://www.youtube.com/watch?v=gTAX_nxOjtA: Emmanuel: “Nós pimba”.
- https://www.youtube.com/watch?v=wFpbhooe6Ns: Quim Barreiros: “Os peitos da cabritinha”.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Viagem ao Brasil

Imagem: Wikipédia

Olá!
Somos a Alba e a Cristina e hoje vamos relatar a nossa experiência no Carnaval do Brasil.
Fomos ao Rio de Janeiro há duas semanas porque queríamos ver uns colegas que estiveram de Erasmus na nossa faculdade. Quando chegamos lá, vieram-nos buscar ao aeroporto de Galeão e levaram-nos para a casa deles e descansámos, porque estávamos muito cansadas.
No dia seguinte, os nossos colegas - o Paulo, o Roberto e a Carolina - levaram-nos numa visita turística pela cidade. De manhã, fomos tomar o pequeno-almoço e depois fomos ver o Cristo Redentor e maravilhámo-nos com as belíssimas vistas da cidade. Os nossos amigos explicaram-nos um bocadinho da história da estátua, falaram da arquitetura do Rio e das festas que se estavam a celebrar.
Após almoçarmos num restaurante de comida tradicional brasileira muito famoso, passeámos pelas ruas mais conhecidas do centro da cidade enquanto eles nos explicavam o que se fazia no Carnaval. Contaram-nos que se realizava um desfile no qual competiam doze escolas de samba para ganhar um prémio. Gostámos tanto desta tradição que lhes pedimos que nos levassem lá. Adoramos todos os disfarces de Carnaval que levavam e quisemos disfarçar-nos também.
Depois de nos disfarçarmos, fomos jantar a um restaurante low cost. Estávamos todos tão contentes e animados que saímos depois para desfrutar da noite brasileira. Convidaram-nos a tomar umas caipirinhas e apreendemos mesmo a dançar samba.
Gostámos muito desta viagem e por isso estamos desejando voltar lá quando podermos porque os nossos colegas terão muito prazer de receber-nos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

14F Dia dos Amordaçados



Por:  
Gabriel Ares Cuba 
Sara Cambeiro Vázquez 


Bom, no artigo de hoje vamos falar sobre uma lei que há muito tempo ameaça as liberdades dos cidadãos: é conhecida como a “Ley Mordaza” (“lei da mordaça”). Esta lei, que não era necessária até agora, foi criada para infundir medo nas pessoas, que parecem constituir um problema para o Governo espanhol, ultimamente. 
Desde há aproximadamente um ano a situação espanhola decaiu devido à má gestão dos seus líderes, que levaram o país a um Estado desigual, precário e injusto. A crise económica, a derrogação de leis mais progressistas e o aumento da violência policial criaram um clima de descontento popular e social que vaticina mudanças profundas. 
O “Proyecto de Ley Orgánica de protección de la seguridad ciudadana” (Lei de segurança cidadã - LSC), redigido e aprovado pelo Congresso dos Deputados, promete frear e reprimir as mudanças que as pessoas menos representadas pelas instituições públicas pretendem iniciar.  
A “Sección 2ª” deste projeto, onde se fala das infrações e sanções, classifica as faltas em muito graves, graves e leves. Entre as infrações muito graves incluem-se ações como: manifestações não comunicadas em espaços públicos e arredores, utilização de armas regulamentadas sem documentação requerida, celebração de espetáculos públicos que ignorem a suspensão ordenada pela autoridade correspondente, e a projeção de halos de luz sobre pilotos ou condutores de meios de transporte. Estes atos incorrem numa multa de entre 30 001 € até 600 000 €. 
De entre os delitos graves há que pôr em destaque a recusa de dissolver reuniões e manifestações em espaços públicos, a obstrução da via pública com mobiliário urbano e o uso não autorizado de imagens de autoridades ou membros das forças de segurança. Quem levar a cabo estas ações será sancionado com multas de entre 601 € até 30 000 €. 
Dentro das infrações leves incluem-se as faltas de respeito e consideração para com membros das forças de segurança, a escalada sem autorização de edifícios ou monumentos e o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos. Estas infrações serão multadas com valores de entre 100 € até 600 €. 
Estes são só alguns pontos desta lei e se compararmos estes pontos com os artigos da Constituição espanhola vemos que eles são um atentado contra os direitos e liberdades individuais. Entendemos que as constituições de cada país existem com base em sucessivas leis. Porém, muitas das normas aprovadas no Congresso contradizem-na, o que se pode ser considerado um delito constitucional. 
Como conclusão, o Governo espanhol pretende aterrorizar os seus cidadãos com um projeto de lei que é abusivo, desumano e absurdo. É por isto que consideramos que o Governo espanhol está a praticar terrorismo de estado contra a população. 

Bibliografia: 
- Congreso de los Diputados, Constitución Española, 1978, em:<http://www.congreso.es/consti/constitucion/indice/index.htm>

- Congreso de los Diputados, “Ley Orgánica de protección ciudadana”, em:<http://www.congreso.es/public_oficiales/L10/CONG/BOCG/A/BOCG-10-A-105-4.PDF>.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O direito das mulheres ao aborto

Imagem: Wikipédia

O título deste artigo já nos dá uma uma pista sobre o que vamos escrever.
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que quando falamos de argumentos a favor do aborto estamos a referir-nos aos argumentos a favor dos direitos que as mulheres têm para interromperem livremente a sua gravidez. Na maioria dos países industrializados, o aborto não era considerado um crime até meados do século XIX, quando se começaram a promulgar leis “antiabortistas”.
Assim, vamos expor aqui uma série de argumentos que podem ser esgrimidos a favor do aborto. Estes postulados podem ser classificados em três linhas argumentais. A primeira linha está formada por um grupo de argumentos que poderia chamar-se. Nesta linha integram-se os postulados em que se fundamentam as consequências indesejáveis da proibição de abortar. Estes tentam demonstrar que a proibição desta prática tem impactos muito negativos. Primeiro, porque muitas mulheres não podem manter os seus filhos e, segundo, porque não é justo obrigar as mulheres a terem filhos se não é esse o seu desejo.
A segunda linha de postulados baseados nos direitos da mulher está relacionada com os direitos morais básicos das pessoas, entre os quais se destacam: o direito à vida, à autodeterminação, à liberdade pessoal, etc. Se uma mulher não for livre para abortar está a ser-lhe violado o direito a ser livre de lhe ser causado dano, já que a gravidez pressupõe risco para a saúde. O aborto não deve proibido também porque o feto não é ainda uma pessoa, pelo que não tem direito à vida. Esta ideia pode usar-se em resposta aos argumentos que defendem que o feto tem direito à vida, e que este deve prevalecer sobre outros possíveis direitos da mãe.
Em conclusão, devemos salientar que não se devem restringir os direitos das mulheres relativamente ao tema do aborto, já que o corpo da mulher pertence unicamente a ela. Portanto, ela deve ter autoridade para decidir. Além disto, existe o direito universal a cuidados de saúde gratuitos, o qual não somente cobre aspetos referentes a doenças crónicas ou passageiras mas também aspetos físicos e psicológicos que uma gravidez não desejada pode acarretar.

Bibliografia:
- Cintra, L.; Cunha, C. (1984): Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.
- Dicionário Priberam, [em linha] disponível em <http://priberam.pt>

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O músico português Miguel Araújo vai estar na Galiza

Imagem: Rádio Comercial

Miguel Araújo é um dos músicos portugueses com mais sucesso da atualidade. Começou por ser conhecido como membro da banda Os Azeitonas, formada em 2002. Em 2012 lança o seu primeiro álbum a solo, Cinco Dias e Meio, que entra para o 3º lugar do top de vendas em Portugal. As letras das músicas de Miguel Araújo contam histórias comuns de pessoas comuns da sua geração com um tom divertido e simples; histórias que podiam ser as nossas histórias. 
Trago para aqui o Miguel Araújo porque ele vai estar na Galiza muito brevemente, nos dias 12, 13 e 14 de março, em Santiago (Kunsthalle), em Lugo (Clavimcembalo) e em Ourense (Auriense), respetivamente. Se puderem assistir, vai valer a pena. Para mais informação, vejam aqui. Contem como foi, depois.


Acrescentando miniaplicações ao blogue

Como podem ver, acrescentei hoje algumas miniaplicações ao blogue. Essencialmente, incluí um texto com a descrição do blogue, uma aplicação para que os leitores possam subscrever o blogue por correio eletrónico e uma lista de ligações úteis sobre língua e cultura portuguesas. 
Para acrescentar miniaplicações ao blogue é só ir ao Esquema (vd. imagem) e selecionar uma das muitas miniaplicações disponibilizadas pelo Blogger.



Entretanto, a miniaplicação com o título Etiquetas vai ficando preenchida à medida que acrescentamos etiquetas às nossas mensagens publicadas. 


Sintam-se à vontade para dar sugestões.

Apresentação da professora

Como (quase) todos os grupos se apresentaram, resta-me apresentar-me a mim também.
Sou a Patrícia, professora da disciplina de Idioma Moderno: Português, sou de Braga, uma cidade situada no Minho, a norte de Portugal e gosto imenso da Galiza. Sinto-me em casa aqui por várias razões: (i) porque sempre vivi entre as duas margens do rio Minho, (ii) porque adoro a paisagem verde montanhosa que une o Minho e a Galiza (um dos meus lugares preferidos no mundo inteiro é o Parque Natural da Peneda-Gerês) e (iii) porque ouvir galego me faz lembrar a minha infância e a casa da minha avó paterna, que tinha sempre a casa cheia de gente - principalmente nas férias da Páscoa - incluindo os primos do meu pai que vinham de Ourense visitar-nos. Naquela altura, falávamos todos uma mesma língua, que hoje ganhou matizes diferentes nas duas margens do rio.
Há ainda uma outra razão para me sentir em casa aqui que tem a ver com as gentes. Não sei se por proximidade entre regiões cuja única fronteira é o rio, se por sempre ter vivido entre as duas margens, a verdade é que o meu temperamento é muito parecido com o temperamento das pessoas daqui: reservado, mas profundamente leal e gentil. Aqui os amigos são para a vida inteira, mesmo que demore um pouco a entrega inicial.
Como gosto da natureza, os meus lugares preferidos são os montes, onde adoro andar de bicicleta. Mas também gosto do mar, principalmente no inverno, e como a Corunha tem um dos mais extensos passeios marítimos da Europa, acabei por trazer de Braga a minha bicicleta para o poder percorrer mais facilmente. Com estas viagens, já conheci as praias, já visitei a Torre de Hércules, o Parque Escultórico, o Parque do Monte de San Pedro (que quero explorar com mais calma), e o Millennium Obelisco.
Não tenho tido muito tempo para descobrir tudo o que a cidade tem para oferecer, mas espero fazê-lo em breve.

Gerês (2010)

Apresentação da Silvia e da Sonia (grupo 4)

Olá!
Somos a Silvia e a Sonia. Começámos a estudar português há dois anos na Faculdade de Filologia da Universidade da Corunha. Gostamos muito da matéria porque gostamos das línguas em geral e do português em particular.
A Silvia é de Cee e gosta de tocar piano, ler, ir ao cinema, ouvir música,...
Eu, Sonia, sou de Arteixo e gosto de passear, ler, sair com os colegas, viajar,...
Este é o último ano que estudamos português. Estamos no quarto ano da licenciatura de  Inglês. Esperamos ampliar os nossos conhecimentos e continuar aprendendo mais coisas sobre esta língua.

Cumprimentos!

Apresentação da Alba e da Cristina (grupo 3)

Olá,

Somos a Alba e a Cristina e estudamos Filologia Inglesa na Universidade da Coruña. Temos 21 anos e somos de Lugo e Narón. A Alba gosta muito de música e dos livros em geral e eu, Cristina, gosto de fazer exercício físico e de ver filmes. 
Estudamos português porque gostamos das línguas e queremos aprender muito. Também achamos que é importante enriquecermo-nos culturalmente porque achamos que o português é muito útil para conhecer pessoas muito interessantes.
Finalmente, desejaríamos aprender muito o idioma para assim podermos comunicar com mais facilidade e ter a possibilidade de trabalhar no estrangeiro

Apresentação do Gabriel e da Sara (grupo 2)

Olá,

Nós somos um grupo de estudantes da disciplina de Idioma Moderno: Português e estamos no quarto ano da licenciatura em línguas, na Universidade da Corunha. O Gabriel está a tirar a licenciatura em  Espanhol e eu, Sara, estou a tirar a licenciatura em Inglês. Estudamos português porque é uma língua muito próxima do galego e temos interesse pelas línguas. 
O Gabriel é da Corunha e tem vinte e um anos. Ele também estuda chinês e pratica artes marciais. Gosta da literatura espanhola, hispanoamericana e galega. Também gosta de música heavy metal e de sair com os colegas. 
Eu, Sara, sou de Caldebarcos (uma aldeia de Carnota) e tenho trinta e dois anos. Pratico natação, gosto da literatura norte-americana,  pós-colonial africana e afro-americana em inglês e galega. Também gosto de ir pescar, sair com os colegas e de diferentes tipos de música.

Apresentação do Alejandro e do José (grupo 1)

Olá,
Somos o José e o Alex, dois estudantes de Filologia da Universidade da Corunha. Gostamos do português por ser uma língua muito próxima a nossa língua materna, o Galego. Embora esta possa soar ao ouvido galego como estrangeira, a realidade que expressa é reconhecível e casa perfeitamente com a realidade da Galiza e da sua língua. Aprender o português é voltar para atrás no tempo e reencontrar-se com  aquilo próprio que um dia nos levaram; assimilá-lo é enriquecer e embelezar o nosso pensamento; falá-lo supõe introduzir-se numa comunidade de milhões de falantes, o que abre um amplo leque de possibilidades a todo-los jovens que precisam sair do seu país para ganhar a vida.
Saúdo

Introdução ao trabalho tutelado

Hoje começámos o trabalho tutelado na disciplina. A aula foi dedicada à analise do documento que contém as instruções para a elaboração do trabalho tutelado. Este documento foi deixado na página da disciplina no Moodle da faculdade (vd. também aqui).
A primeira atividade do trabalho consiste em formar os grupos de trabalho. Hoje, formámos os três grupos que ainda não estavam formados. Neste momento, estamos com todos os grupos formados. Há apenas uma aluna, a Naomi,  que não tem ainda um grupo. Quando chegar, incluí-la-emos num dos quatro grupos já formados. Assim, temos:

Grupo 1: Alejandro e José,
Grupo 2: Gabriel e Sara,
Grupo 3: Alba e Cristina,
Grupo 4: Sonia e Silvia

Com os grupos formados, era altura de começar a trabalhar no blogue. Em casa, tinha já criado um  blogue para a disciplina e, como administradora do blogue, enviei, através das definições do Blogger, um convite para incluir os grupos como autores. Todos os alunos já tinham contas do Google, pelo que foi só adicioná-los.


Depois disto, cada grupo escreveu um texto com um breve apresentação pessoal de cada um dos elementos do grupo. Os textos foram guardados em rascunho. Após serem revistos, serão publicados.