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quinta-feira, 14 de abril de 2016
terça-feira, 26 de maio de 2015
Turismo ecológico (grupo 3)
Imagem: http://www.revistaport.com
Alba Díaz
Cristina Piñón
Hoje no blog vamos tratar um tema muito pouco conhecido por muita gente: o turismo ecológico. Este turismo não é tão promovido como o turismo de massas que faz deslocar cada ano milhões de pessoas à volta do mundo. Este tipo de turismo é dirigido às pessoas que gostam do meio ambiente, que desfrutam da calma, do contato com a natureza e das atividades ecológicas e rurais.
E vocês perguntar-se-ão: “O que é que fazem as pessoas quando fazem turismo ecológico?” Bom, estas pessoas normalmente estão muito consciencializadas de que há que cuidar do planeta, porque só há um, e tudo o que fazemos se repercute no seu estado, pelo que se preocupam em não o contaminar com lixo e ajudam a melhorá-lo para as gerações futuras. Esta mentalidade é a razão principal para fazerem turismo ecológico, no qual podem brincar com a terra, fazer hortas orgânicas, cultivar plantas e árvores autóctones, aprender a fazer reciclagem ou divertir-se com gincanas ecológicas, além de realizar rotas a pé, montar a cavalo ou andar de bicicleta.
Uma das coisas mais imprescindíveis é saber que estamos a cuidar da natureza e de todas as coisas maravilhosas que ela tem. Em consequência, é importante saber as propriedades dos produtos ecológicos, como os adubos naturais, que são muito mais respeitosos tanto para a natureza como para a nossa própria saúde, já que evitamos utilizar produtos químicos. Também colaboramos com a luta contra as imensas quantidades de plástico que geramos dia a dia e que tanto mal fazem. Estas ações ajudam a criar um ambiente muito melhor para todos.
Este turismo é apto e recomendável para todo o mundo, até para os pequenos da casa. As crianças também se podem consciencializar com o cuidado do planeta fazendo o que mais gostam: brincar. Podemos mostrar-lhes como é que podemos colaborar separando o plástico, o papelão e o vidro em diferentes lixeiras; como aproveitar o cartão do papel higiénico ou as garrafas para construir castelos e camiões como brinquedos. Não é necessário que sejam ativistas, mas sim que tomem consciência das coisas naturais e dos animais. O melhor que podemos fazer é dar o exemplo, porque as crianças quando são pequenas costumam repetir as ações dos adultos.
Agora, o que vocês se estarão a perguntar é: "O que temos de fazer para desfrutar deste tipo de turismo?" Bem, corram a uma agência de viagens e perguntem pelo turismo ecológico. Há um monte de lugares e de certeza que algum deles se encontra muito perto da sua casa. Divirtam-se sem estragar o planeta, aprendam coisas novas e sintam-se melhores pessoas.
Podem clicar nas seguintes ligações para ler mais informação sobre ecoturismo:
Ecoturismo
Por:
Ares Cuba, Gabriel
Cambeiro Vázquez, Sara
Segundo a EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) o ecoturismo é um «segmento de atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o património natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas». É o segmento turístico que mais cresce no mundo. O turismo convencional cresce 10% ao ano, enquanto que o turismo ecológico cresce entre 15% e 20%.
Apesar de que o trânsito de pessoas e veículos possa ser agressivo para o meio ambiente, os defensores da sua prática argumentam que este tipo de turismo contribui para a preservação da natureza e é uma proposta educacional muito efetiva.
Para que uma atividade se considere uma atividade de ecoturismo, deve garantir, em primeiro lugar, a conservação dos recursos naturais e culturaise, em segundo lugar, a educação ambiental. Por último, deve gerar benefícios para as comunidades recetoras. Os defensores deste tipo de atividades promovem-as como uma forma de praticar turismo em pequena escala, uma prática mais ativa e intensa do que outras formas de turismo; uma modalidade de turismo na qual a oferta de uma infra-estrutura de apoio sofisticada é um dado menos relevante; uma prática de pessoas esclarecidas e bem-educadas, conscientes de questões relacionadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável, em busca do aprofundamento de conhecimentos e vivências sobre os temas de meio ambiente; e, finalmente, uma prática menos espoliativa e agressiva da cultura e meio ambiente locais do que formas tradicionais de turismo.
Na Galiza há muitas opções de ecoturismo, mas o maior ponto de ecoturismo que se pode achar de maneira não muito complicada é o Parque Natural das Fragas do Eume, situado no norte da comunidade.
O Parque Natural das Fragas do Eume é um dos bosques atlânticos melhor conservados da Europa. Dentro dos seus 9 000 hectares de extensão vivem menos de 500 pessoas, o que dá uma ideia do estado virgem destes bosques, que seguem o curso do rio Eume. O parque tem forma de triângulo, cujos vértices e fronteiras são As Pontes de García Rodríguez, Pontedeume e Monfero.
Imagem: http://www.greenpeace.org/
A melhor forma de conhecer o parque é caminhando. Entre a sua vegetação pode-se achar carvalhos, choupos, freixos, amieiros, mais de 20 espécies de fetos e 200 de líquenes. Por vezes, a flora é tão espessa que não deixa passar a luz. Porém, este bosque sombrio e secreto oculta águas, fontes e fervenças. Aqui não há verde, aqui há paisagens de mil verdes. E escondido no coração do bosque está o Mosteiro de Caaveiro, um antigo cenóbio com mais de dez séculos de história e umas vistas espetaculares desta fraga mágica.
Bibliografia:
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecoturismo
- http://www.turgalicia.es/parque-natural-fragas-do-eume-presentacion?langId=es_ES
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Explorando a natureza: turismo sustentável
Viajar nunca antes fora tão fácil e barato. Hoje em dia, pode-se mesmo encontrar ofertas de voos para grandes capitais mundiais por só dez euros, quando há uns anos isto era inimaginável. Além disso, a internet oferece uma ampla variedade de opções para todos os gostos. Também há muita informação sobre todos os países e culturas, pelo que errar na escolha do destino já não é tão fácil como antes. Embora esteja na moda visitar para o estrangeiro, eu acho que a melhor maneira de viajar é começando pela própria região e, logo depois de a ter conhecido um pouco melhor, saltar ao estrangeiro se você quiser mais aventura.
O Caminho de Santiago é uma excelente opção para aqueles que têm tempo e desejam fazer uma viajem longa com tranquilidade, para ver muitos sítios. Pode-se ir a pé ou de bicicleta. Uma rede de albergues ao longo do caminho oferece ao peregrino a possibilidade de se hospedar durante todo o trajeto quase sem gastar dinheiro. Acho que é uma boa maneira de relaxar e desfrutar duma paisagem pitoresca. O contacto com a natureza pode curar as doenças da alma, o estresse do trabalho. Além disso, o exercício também ajuda a melhorar a saúde. Além disso, rematar uma viagem tão longa e custosa não só dá ao caminhante a sensação de liberdade e uma boa recordação para a posteridade, mas também lhe dá mais força de espírito, para assim poder enfrentar o dia-a-dia com maior firmeza e melhor temperamento. E se não se terminar o percurso, sempre se pode aprender algo com a experiência, como o Paulo Coelho, que se fez escritor depois de ter apanhado o autocarro para Santiago em O Cebreiro, tendo decidido depois pôr fim ao seu caminho.
Para aqueles jovens que gostam de ficar num lugar e desfrutar dele, a melhor opção são os acampamentos. Um carro (ou bilhete de autocarro), uma mochila carregada de coisas e uma tenda são as únicas coisas que se precisam para fazer uma viagem assim. Se gosta de ir à praia pelo verão e conhecer gente, as Rias Baixas são um destino ótimo. Com mais parques de campismo do que no resto da Galiza, este enclave oferece a possibilidade de desfrutar da natureza e do mar, sem perder a oportunidade de visitar a zona urbana para tomar umas cervejas nalgum terraço ou ir à discoteca à noite.
Outra opção semelhante para aqueles que gostam de lugares mais naturais, longe de grandes infra-estruturas, é a de partir de qualquer lugar sem bagagem, de bicicleta ou a pé, e levando consigo uma barraca e comida. A região costeira do norte da Galiza está menos explorada turisticamente do que a região sul, e possui praias tão bonitas, como as do concelho de Ponteceso ou Carinho, que apenas recebem visitas de turistas pelo verão. E para aqueles que não gostem tanto do mar, o interior está cheio de aldeias, montes e rios que farão as suas delícias.
Se o que você tem pensado é viajar ao estrangeiro sem gastar muito em alojamento, há pessoas que lhe abrem as portas de suas casas a viajantes sem exigir nada em troca. Na página web coachsurfing.com você pode contactar com pessoas de todo o mundo para solicitar alojamento. Há mesmo uma página web parecida, na qual proprietários de países de todo o mundo se oferecem para arrendar o seu jardim por um preço muito baixo. Também há a possibilidade de viajar ao estrangeiro e ficar em enclaves naturais sem ter que pagar. O mais recomendável são as granjas orgânicas. A página web wwoof.net possui uma listagem de granjas orgânicas onde você se pode alojar e alimentar gratuitamente. Em troca da hospedagem e da comida, você deverá trabalhar durante umas horas por dia nas fazendas, que dependerão das exigências de cada dono.
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
Manoel de Oliveira: 1908 - 2015
Não queria deixar passar em branco, aqui no blogue, a notícia da morte de Manoel de Oliveira, um dos mais reconhecidos e respeitados cineastas portugueses, que também viveu na Galiza parte da sua infância.
Manoel de Oliveira morreu no passado dia 2 de abril, com a extraordinária idade de 106 anos, o que fazia dele o mais velho realizador do mundo ainda em atividade.
Manoel de Oliveira somou mais de 80 anos de carreira, abrilhantados com dezenas de prémios e distinções nacionais e internacionais. Em 2008, foi-lhe prestada homenagem no Festival de Cannes e, quatro anos antes, Veneza atribuiu-lhe um Leão de Ouro, consagrando, assim, a sua carreira como realizador.
Manoel de Oliveira dizia que queria fazer filmes até morrer. Assim foi. A última curta-metragem do cineasta português, "O Velho do Restelo", estreou-se em dezembro de 2014.
A melhor homenagem que podemos fazer ao Mestre do cinema português é assistir aos seus filmes, entre os quais destaco "Aniki-Bobó" (1942), "O Acto da Primavera" (1963), "A Divina Comédia" (1991) e "Vale Abraão" (1993).
Deixo-vos algumas ligações para reportagens e filmes.
Ligações úteis:
- http://pt.euronews.com/2015/04/02/morreu-manoel-de-oliveira/
- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=183160
- http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=183199
- http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=817287&tm=4&layout=121&visual=49
- http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/um-filme-falado/manoel-de-oliveira-com-o-manoel-tudo-era-muito-singular
- http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/manoeldeoliveira/2015-04-03-Manoel-de-Oliveira-segundo-os-atores
- https://www.youtube.com/watch?v=1Dv1OpvG5E0
- https://www.youtube.com/watch?v=7e5-3o7GwAg
- https://www.youtube.com/watch?v=9D-H3YX60ts
- https://www.youtube.com/watch?v=ViYWJ48E7AE
segunda-feira, 30 de março de 2015
Mineração irresponsável na Galiza: Corcoesto e Cova Eirós
Por:
Gabriel Ares Cuba
Sara Cambeiro Vázquez
Hoje vamos falar sobre a mineração na Galiza, concretamente da mina que põe em perigo a zona de Corcoesto e a Cova Eirós. A empresa canadense Edgewater tem ameaçado, desde há muito tempo, a província da Corunha com uma exploração a céu aberto. Por outro lado, a empresa Cementos Cosmos pretende fazer perigar um dos jazigos arqueológicos mais antigos da Península Ibérica, e o mais antigo da Galiza, situado na província lucense.
Em julho de 2013 conheceu-se a notícia de que a Xunta de Galicia e a Edgewater paralisaram o acordo para que a empresa desse ao Estado garantias de solvência. Este facto provocou a indignação da população por não terem dado atenção ao problema ambiental. Quase ano e meio depois, a empresa mineira anunciou que o acordo continua com efeito porque pretende satisfazer as exigências da Xunta. Em janeiro de 2015 sai à luz a notícia de que a companhia perderia os direitos sobre o terreno explorado, pela modificação da lei 3/2008 da ordenação da mineração da Galiza. Porém, quando parecia que o assunto com a Edgewater estava concluído, aparece uma notícia anunciando a exploração por parte da companhia Sacyr.
No seguimento destes acontecimentos, a Cova Eirós também é vítima da mineração. Em agosto de 2014 sai à luz a notícia de que a canteira Cosmos reiniciou a sua atividade. Algumas associações denunciam o incumprimento de requisitos básicos para a realização destes projetos de cantaria. A alcaldesa de Triacastela tenta suavizar o golpe pedindo um museu para a gruta em perigo. Evidentemente, isto não é uma solução para a preservação do jazigo arqueológico. É necessário destacar que a mineira Cementos Cosmos pretende dinamitar a 50 metros da gruta. Por este motivo, o coletivo ecologista Adega interpôs uma denúncia perante as entidades responsáveis pela fiscalização.
Contra estes abusos ambientais criaram-se diversas associações, como por exemplo, a ContraMINAcción (Twitter e Facebook) ou a Plataforma cidadá Salvemos Cabana (Twitter e Facebook). Esta última usa as redes sociais para difundir as novidades relacionadas com a mineração na Galiza. Além disso, está a realizar-se um documentário (Corcoesto. Voces contra la megaminería) que analisará a manipulação política e mediática relacionada com o caso.
Como conclusão, temos de ter em conta o relatório do Defensor del Pueblo no qual se denuncia a falta de colaboração da Xunta e o atraso na hora de disponibilizar a informação requerida sobre os danos das minas. O sucedido em Touro e em Valdeorras demonstra o escasso compromisso da Xunta com a fiscalização do setor mineiro na Galiza.
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