Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Felicidade, sucesso e insucesso

É possível alcançar o sucesso de distintas maneiras, mas realmente, com uma só basta. O caminho que leva ao sucesso está ligado à busca e à concretização da felicidade.

Nem todas as pessoas de êxito são felizes, porém não há pessoa feliz que não haja alcançado dito êxito. As pessoas deveriam perguntar-se o que é a felicidade.

Há muitas definições de felicidade e, ainda que muitas delas tenham uma parte certa, deveríamos focar a perspetiva psicológica. A felicidade é equivalente à vivência frequente de sucessos positivos.

Portanto, para nós, uma pessoa feliz é aquela que experimenta amiúde um estado de bemestar emocional. Uma pessoa que goza de felicidade poderia caracterizar-se por ter confiança em si mesma, por ser otimista, autossuficiente e social.

Da mesma maneira que com a felicidade, existem várias definições de êxito, contudo, a mais comum é conseguir aquelas coisas que a sociedade e a cultura na qual vives valoriza.


Fonte:pinterest.com

O sucesso pode levar à felicidade, mas também uma pessoa pode ser infeliz apesar de ter êxito em algum aspeto da sua vida. No entanto, ainda que o sucesso não traga a felicidade totalmente, a felicidade sim pode trazer o êxito.

Isto deve-se ao facto de que sentir emoções positivas implica que a vida corre bem, que não há problemas graves que precisem da nossa atenção, pelo que podemos dedicar essa ausência a construir e expandir as nossas relações e recursos.

A partir de numerosos estudos psicológicos podemos observar a tendência das pessoas que se consideram felizes em diferentes âmbitos, por exemplo o trabalho, relações sociais e saúde.

As pessoas passam uma grande parte do seu tempo trabalhando já que o emprego é importante e necessário para gerar receitas. Os trabalhadores felizes dispõem de vantagens em relação aos menos positivos, são mais profissionais, rendem mais nos seus trabalhos e têm melhor relação com os seus colegas.

Quanto às relações sociais, é importante pertencer a um grupo, a amizade, por exemplo, é um dos principais elementos necessários para se ser feliz. Uma boa vida social cheia de atividades divertidas e variadas em companhia pode fomentar um melhor bem-estar.

Sem dúvida, o aspeto no qual mais influencia a felicidade é na saúde, tanto mental como física. As pessoas felizes não têm tanto perigo de ter doenças mentais, depressões, ataques de ansiedade e inclusive foi demonstrado que diminuem as possibilidades de ter cancro, além de ajudar à recuperação.



Fonte: pinterest.com

O êxito também tem o seu contraponto, já que pode tornar-se viciante. Uma pessoa obcecada em ter sucesso, pode deixar de ser feliz quando as suas metas são demasiado altas, tudo deve estar em equilíbrio.

Em conclusão, as pessoas com emoções e atitudes positivas são mas felizes e fazem frente as situações difíceis de maneira mais eficiente e sobre
tudo têm muito mais êxito.

A importância de aprender português

Aprender uma língua é sempre benéfico para diversos aspetos da tua vida. No caso do português, estas são algumas das razões pelas quais deverias escolher esta língua como L2. 

O português é a língua oficial de oito países do mundo, entre os quais encontramos o Brasil, Moçambique, Portugal, Angola e Guiné Bissau, isto é, o português está espalhado pelos quatro continentes e estima-se que quase 250 milhões de pessoas o falam. 

Focando benefícios a nível académico e laboral, o português é usado em conferências, negócios internacionais, comércio... Pode inclusivamente ajudar a obter uma promoção devido a que o conhecimento de outros idiomas facilita a comunicação com clientes estrangeiros na sua língua materna, e se tiveramos em conta que és o único capaz de falar essa língua, serás mais indispensável. O domínio doutras línguas facilita as possibilidades de viajas, já que és mais competitivo e também e possível que recebas um aumento de salário. 

O mais importante não é só o relacionado com o trabalho, mas os benéficos pessoais que traz consigo: a satisfação de poder viajar ao estrangeiro e conhecer a cultura, costumes e tradições dum país sem necessidade da ajuda dum guia ou tradutor; a aproximação com os países vizinhos quanto à diplomacia e à cultura e, o mais interessante, a independência e confiança que ganharás quanto à comunicação com estrangeiros. 

Outro aspeto a ter em conta são as viagens e os hobbies. Se vais de viagem a um lugar onde falem uma língua diferente da tua mas que conheces, a experiência será mais enriquecedora, além de poderes ser mais amável com os habitantes. Se te apaixonam a cozinha e a música, poderás desfrutar de receitas únicas doutros países e de diferentes culturas musicais como por exemplo a ópera; divertindo-te ao mesmo tempo que praticas o idioma.

Fonte: pinterest.com

Quanto aos benefícios académicos, a tua mente estará motivada a pensar de distintas maneiras e a obter uma melhor comunicação ajudando a resolver os problemas de modo mais rápido e flexível. Para além disso, as tuas capacidades aumentarão ao mesmo tempo que também o farão as tuas qualificações e incrementarão as possibilidades de obter uma bolsa Erasmus ou Bilateral em países de fala portuguesa. 

Também há outros benefícios como apreciar a arte de modo diferente, falar um novo código, poder ver notícias doutro país e analisá-las de outra perspetiva. Uma vez tendo aprendido uma segunda língua, será muito mais fácil aprender outras. Neste caso, o português é de origem latina por conseguinte, ajudará a aprender outras línguas com a mesma raiz. 

Para finalizar, consideramos, desde um ponto de vista filológico, que a aprendizagem duma língua é a base da educação, trabalho, e vida social de todo indivíduo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A GEOGRAFIA DE PORTUGAL

Portugal é um estado localizado na Europa ocidental. A sua área continental está localizada na Península Ibérica. O país faz fronteira ao sul e oeste com o Oceano Atlântico por 1.793 quilómetros de costa. A leste e norte Portugal faz fronteira com Espanha.

Apesar do tamanho desta fronteira, Portugal não reconhece o espaço entre a fronteira do rio Caia e Cuncos desde a anexação do território de Olivença pelo reino de Espanha, em 1801. Esta área é reivindicada por Portugal, mas é oficialmente parte da província espanhola de Badajoz.


Portugal é dividido em dois por seu principal rio, o Tejo. O norte de Portugal tem uma paisagem montanhosa nas zonas do interior. No sul, as planícies permitem o desenvolvimento de áreas agrícolas férteis.

 Entre o Minho e o Douro pode ser encontrado, de oeste para leste, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, na fronteira com a Cabeça de Meda (Cabeça de Meda, 1.316 m). Depois, encontramos a fronteira serra de Xurés / serra do Gerês e mais ao sul, sempre nesta área ao longo do rio Douro, está a serra da Cabreira e a sul de Bragança, a serra de Nogueira. Um pouco mais ao sul, em direção à fronteira espanhola, vemos a serra de Mogadouro.
Os picos mais altos do país estão na serra da Estrela, que não é senão uma serra que prorroga o Sistema Central espanhol. O ponto mais elevado é a Torre, na serra da Estrela, com 1993 metros de altitude. O monte Malhão alcança os 1991 m.

A sul do Tejo até ao Algarve, a paisagem é plana. As poucas montanhas são de baixa altitude. O monte mais alto, o Foia, tem uma altura de 902 metros. Há ainda áreas pantanosas como os vales mais baixos do Tejo e Sado.

A costa portuguesa é extensa e tem 943 km em Portugal continental, 667 km nos Açores e 250 km na Madeira e as Ilhas Selvagens. A costa portuguesa tem muitas praias e as praias do Algarve são uma das mais famosas do mundo.

Os principais recursos naturais de Portugal são: peixes, florestas e silvicultura, ferro, urânio, mármore, terras aráveis e a energia hidroelétrica.

As cidades mais importantes de Portugal são: Lisboa, Porto, Braga, Funchal, Coimbra, Aveiro, Guimarães e Viana do Castelo.

Portugal tem muitos visitantes por ano, é um país muito económico e podes saborear muita boa comida e muitos bons produtos feitos no país.

Etnografia de Portugal

A cultura de Portugal está enraizada na cultura latina da Roma antiga com influências celtas e semitas. Há muito tempo que Portugal está aberta para o mundo. Portugal recebeu pessoas de diferentes origens: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos (que deixaram a língua falada no país), povos nórdicos e povos de Mauritânia.

No final do século XIII, D. Dinis criou a primeira universidade em Portugal, uma das mais antigas da Europa.

Apesar de tantas misturas, este país é dos mais antigo da Europa. Portugal faz parte da União Europeia desde 1986, mas isso não impede de continuar construir as suas próprias forças.

A EMIGRAÇÃO EN PORTUGAL

Neste artigo falaremos sobre a migração em Potugal e a perda de população por diferentes fatores ao longo da história. A perda de colónias ou a guerra são alguns dos fatores de que falaremos.

Portugal é um país moderno, com uma população em rápido envelhecimento, igual a outros países europeus. Sua população é de 11 400 000, dividida em 20% menores de 15 anos, 60% entre 15 e 65 anos, e 20% com mais de 65 anos.

A maioria da população vive na costa e regiões do norte como Lisboa e Porto são as áreas mais povoadas do país. Isto acontece porque em meados do século XX a industrialização em Portugal gerou o abandono progressivo do campo, especialmente perto da fronteira com Espanha, trazendo a população para as cidades como as mencionadas acima. Estas cidades hoje, juntamente com outras, como Braga, Setúbal e Algarve, são fortes centros industriais e áreas turísticas.

Quanto à migração, Portugal é famosa pelo seu passado e pelas suas colónias ultramarinas. O colonialismo português durou até meados do século XX, com uma população de cerca de dois milhões de pessoas a viver fora do próprio país. É importante mencionar aqui o grande papel do Brasil, país de acolhimento de  uma grande parte da população. Na época da Segunda Guerra Mundial é também notável o número de português que se mudam para países como a França e a Alemanha. Estes emigrantes enviaram depois dinheiro para o país de origem, e isto foi um fator importante para Portugal. Esta migração foi muito importante para o país, já que a população de Portugal diminuiu. Esta situação mudou com o advento da democracia e a perda das colónias, gerando um aumento significativo na população portuguesa.

Em Portugal vivem atualmente perto de 450.000 imigrantes, cerca de 5% da população. Estes imigrantes vieram, em grande parte, das ex-colônias de Portugal. Depois que o país entra na União Europeia em 1986, o número de imigrantes continua a aumentar. Esta população imigrante concentra-se principalmente em áreas costeiras e nas grandes cidades.


A GASTRONOMIA EM PORTUGAL

Desde o bacalhau em mil e uma versões, aos pratos de marisco, passando pelos arrozes do norte, as cataplanas do Algarve ou os pastéis de Belém... a gastronomia de Portugal apresenta-se tão variada como antiga.

A gastronomia portuguesa pode enquadrar-se na chamada “cozinha mediterrânea”, localizada geograficamente na zona do Mediterrâneo, e baseada sobre tudo em três elementos: o pão, o vinho e o azeite. Como já mencionamos, existe uma grande variedade de pratos, sabores, texturas, cheiros… que podem dever-se, por exemplo, à influência das ex-colónias portuguesas da Ásia, África ou América, visto no seu uso de especiarias como o piri-piri, a pimenta ou a canela, entre muitas outras. Também é digno de mencionar que, apesar da catalogação como “cozinha mediterrânea”, na cozinha portuguesa o uso de lentilhas ou beringelas é escasso , ao contrário do que acontece noutros países.
Esta cozinha tem sabido preservar certamente as suas raízes e tradições com um plantel de comida proveniente do mar ou camponesa, por assim dizer, sempre dentro de uma cozinha caseira e tradicional.

Portugal é um país percorrido de norte a sul pela costa e é por isto que o peixe e o marisco sejam a base da sua alimentação. Entre seus ingredientes podemos destacar o uso de alho, ervas aromáticas como a salsa, o açafrão e inclusive o gengibre.

Uma vez sentados à mesa, prontos para comer, o típico no país luso é servir de entrada uma sopa, entre as quais se destacam o “caldo verde” (que tem couve picada finamente e batata) e a sopa de nabiças.

Depois da entrada, e já como pratos principais, a variedade é enorme, onde podem aparecer tanto carnes frequentemente acompanhadas por arroz, como peixe que costumam ir acompanhado por batatas cozidas. 

Mencionamos aqui os pratos mais característicos: sardinhas à na brasa; pratos guisados, como as caldeiradas ou cataplanas, de caráter são e nutritivo, entre os quais se destacam especialmente os de peixe ou marisco com arroz ou batatas, ainda que os guisados também possam ser de carne e inclusive de massa. De mencionar também o leitão, a costeleta de porco assada, sendo o porco uma das carnes mais comidas em Portugal.  O ingrediente por excelência nos pratos portugueses, o bacalhau, é um bacalhau curado e salgado que se pode cozinhar de mil e uma maneiras (frito, no forno, cozido…), como se disse no famoso programa de televisão espanhola (Masterchef): que em Portugal há uma receita de bacalhau diferente para a cada dia do ano. Destacamos que na zona do sul a gastronomia é a mais similar à mediterrânica, onde se destaca a cataplana de mariscos.
E já finalmente nas sobremesas, o prato por excelência são os chamados Pastéis de Belém, uns pequenos bolos de creme que se servem com canela. A sua receita é ainda hoje em dia secreta.

Bom proveito!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Portugal e a União Europeia





No seu início, Portugal era um país muito importante devido ao facto de possuir muitas colónias em tudo o mundo. Com os anos, esses territórios tornaram-se independentes e Portugal perdeu muito poder cultural e económico. Devido à sua situação geográfica, o país ficou isolado do resto do continente, até que em 1986 se aderiu à União Europeia, uma relação muito necessária pelos aspectos que veremos a seguir.
Portugal passava por uma etapa difícil em que tinha muitos problemas para subsistir economicamente sem o apoio de outros países. Por exemplo, a sua evolução demográfica era das mais baixas de toda a Europa, o país estava envelhecido e já não se garantia a substituição das gerações, a sua agricultura não prosperava, o gastos da despesa pública eram muito elevados, o que os levou a um endividamento imenso. Como consequência, o nível de produtividade e os salários desceram, e o nível de consumo era superior ao que se podiam permitir.
O governo português não era capaz de efetuar reformas que solucionassem as carências no sistema para melhorar a justiça, a saúde e a educação. Os dados estatísticos confirmam-no: a taxa de analfabetismo era de 9%, a mais elevada da Europa; só um terço dos portugueses registram mais de dez anos de formação académica; o déficit de um bom serviço e utilização da Internet provocou também uma retração da evolução, circulação e importação da cultura.
Quanto aos aspetos positivos, esta união trouxe muitas vantagens para o país, já que permitiu consolidar a democracia portuguesa, que passava por uma grande instabilidade política e deixou de ser problemática. Houve um desenvolvimento económico que permitiu a redução de impostos e a melhoria do nível de vida da população portuguesa, assim como também uma modernização. Aliás, devido à melhoria nas infra-estrutura dos transportes, o comércio exterior cresceu e permitiu um aumento considerável do seu capital.
Como conclusão, a europeização de Portugal melhorou consideravelmente a sua situação, já que pode responder às necessidades imediatas de modernização. O Governo quis reafirmar a identidade portuguesa como país que quer assentar a sua capacidade de existência, e combinar seus interesses nacionais com os internacionais. Mas ainda há um longo caminho por percorrer para esta finalidade.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Trabalhar em Portugal, uma opção para os médicos galegos





A APSEP (Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis de Portugal) publicava em 2007 uns dados que mostravam que cerca de 3.000 médicos de Saúde pública portuguesa eram espanhóis, dos quais 1.200 eram galegos. O maior fluxo de pessoal produziu-se entre os anos 1998 e 2004, e teve a ver com as dificuldades de acesso ao trabalho e formação que existem para os médicos na Espanha. Em 1999, uma empresa galega, a Cosaga, começou mesmo a administrar clínica e financeiramente o hospital trasmontano de Valpaços. 
Hoje em dia, e apesar de as condições não serem tão favoráveis como há dez anos, muitos médicos continuam a preferir o sistema português, e ainda há uns 700 médicos galegos trabalhando no país luso, a maior parte dos quais continua a viver na Galiza e cruza a fronteira todos os dias. Os profissionais de Saúde são unânimes em afirmar que Portugal, não obstante pagar menos aos médicos do que a Espanha (uns 1000 euros concretamente), oferece ao pessoal médico melhores condições de trabalho. A possibilidade de aceder a uma vaga fixa com um contrato indefinido atrai muito médicos espanhóis, que têm de enfrentar a instabilidade do sistema espanhol, onde a maioria dos contratos são temporários. 
Enquanto o sistema de Saúde espanhol está saturado e não oferece  vagas suficientes, no português ocorre o caso oposto: há lugares, como as povoações do Norte do país, ou as zonas do Algarve e o Alentejo, onde não se preenchem as vagas requeridas pelos Centros de Saúde. Segundo o presidente da associação (APSEP), o galego Xoán Gómez Vázquez, a falta de mobilidade dos médicos portugueses, que preferem trabalhar nas grandes cidades, é outro dos motivos para que não sejam cobertas todas as vagas. Os médicos portugueses também optam por emigrar para países como a Inglaterra ou a França onde os salários oferecidos são muito maiores que em Portugal.
A privatização da Saúde que se está a viver na Espanha não só está a afetar os médicos, mas também os estudantes de Medicina. Muitos deles encontram sérias dificuldades para se especializarem, uma vez que na Espanha quase não há vagas em determinadas especializações, tais como Pediatria ou Cirurgia Plástica, que são muito requisitadas e, portanto, decidem fazer a especialização em Portugal, onde sobram vagas. 
Contudo, Portugal tão pouco se salva da má situação que está a viver a Saúde. Desde a implementação das medidas de austeridade no ano 2011, as condições deixaram de ser tão favoráveis. A carga fiscal que o Governo português está a realizar por meio da Segurança Social e dos impostos, ou com medidas como a Taxa de Solidariedade, fez diminuir consideravelmente o número de médicos que cruzam a fronteira. Um exemplo disto é a falta de cobertura das últimas 115 vagas para médicos de família, oferecidas este ano pelo Governo português em povoações do Norte, das quais 35 vão ficar sem cobrir, e para as quais só se apresentaram 7 médicos espanhóis.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Explorando a natureza: turismo sustentável

Viajar nunca antes fora tão fácil e barato. Hoje em dia, pode-se mesmo encontrar ofertas de voos para grandes capitais mundiais por só dez euros, quando há uns anos isto era inimaginável. Além disso, a internet oferece uma ampla variedade de opções para todos os gostos. Também há muita informação sobre todos os países e culturas, pelo que errar na escolha do destino já não é tão fácil como antes. Embora esteja na moda visitar para o estrangeiro, eu acho que a melhor maneira de viajar é começando pela própria região e, logo depois de a ter conhecido um pouco melhor, saltar ao estrangeiro se você quiser mais aventura.


O Caminho de Santiago é uma excelente opção para aqueles que têm tempo e desejam fazer uma viajem longa com tranquilidade, para ver muitos sítios. Pode-se ir a pé ou de bicicleta. Uma rede de albergues ao longo do caminho oferece ao peregrino a possibilidade de se hospedar durante todo o trajeto quase sem gastar dinheiro. Acho que é uma boa maneira de relaxar e desfrutar duma paisagem pitoresca. O contacto com a natureza pode curar as doenças da alma, o estresse do trabalho. Além disso, o exercício também ajuda a melhorar a saúde. Além disso, rematar uma viagem tão longa e custosa não só dá ao caminhante a sensação de liberdade e uma boa recordação para a posteridade, mas também lhe dá mais força de espírito, para assim poder enfrentar o dia-a-dia com maior firmeza e melhor temperamento. E se não se terminar o percurso, sempre se pode aprender algo com a experiência, como o Paulo Coelho, que se fez escritor depois de ter apanhado o autocarro para Santiago em O Cebreiro, tendo decidido depois pôr fim ao seu caminho.


Para aqueles jovens que gostam de ficar num lugar e desfrutar dele, a melhor opção são os acampamentos. Um carro (ou bilhete de autocarro), uma mochila carregada de coisas e uma tenda são as únicas coisas que se precisam para fazer uma viagem assim. Se gosta de ir à praia pelo verão e conhecer gente, as Rias Baixas são um destino ótimo. Com mais parques de campismo do que no resto da Galiza, este enclave oferece a possibilidade de desfrutar da natureza e do mar, sem perder a oportunidade de visitar a zona urbana  para tomar umas cervejas nalgum terraço ou ir à discoteca à noite.


Outra opção semelhante para aqueles que gostam de lugares mais naturais, longe de grandes infra-estruturas, é a de partir de qualquer lugar sem bagagem, de bicicleta ou a pé, e levando consigo uma barraca e comida. A região costeira do norte da Galiza está menos explorada turisticamente do que a região sul, e possui praias tão bonitas, como as do concelho de Ponteceso ou Carinho, que apenas recebem visitas de turistas pelo verão. E para aqueles que não gostem tanto do mar, o interior está cheio de aldeias, montes e rios que farão as suas delícias.
Se o que você tem pensado é viajar ao estrangeiro sem gastar muito em alojamento, há pessoas que lhe abrem as portas de suas casas a viajantes sem exigir nada em troca. Na página web coachsurfing.com você pode contactar com pessoas de todo o mundo para solicitar alojamento. Há mesmo uma página web parecida, na qual proprietários de países de todo o mundo se oferecem para arrendar o seu jardim por um preço muito baixo. Também há a possibilidade de viajar ao estrangeiro e ficar em enclaves naturais sem ter que pagar. O mais recomendável são as granjas orgânicas. A página web wwoof.net possui uma listagem de granjas orgânicas onde você se pode alojar e alimentar gratuitamente. Em troca da hospedagem e da comida, você deverá trabalhar durante umas horas por dia nas fazendas, que dependerão das exigências de cada dono.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Turismo ecológico (Grupo 4)

Neste artigo vamos escrever sobre o turismo ecológico em Portugal. Para isso, vamos centrar-nos no ecoturismo. O ecoturismo considera o turismo um fator de desenvolvimento económico e também social. O seu principal objetivo é promover a relação entre uma agricultura sustentável e um turismo solidário, assim como fomentar projetos e iniciativas para lutar em contra da desertificação em zonas rurais. Portugal tem cinco regiões turísticas. Importa nomear, desde já, no norte de Portugal, Trás-os-Montes, onde a paisagem é dominada pelo granito, entre as serras de Alvão e de Padrela.


Também no norte do país, é de visita obrigatória a estância termal de Pedras Salgadas, muito conhecida porque lá iam veranear muitos reis de Portugal. Na parte mais meridional, à direita do rio Douro, encontra-se Miranda do Douro, onde se fala a segunda língua oficial de Portugal: o mirandês. Também é uma visita obrigatória se estão pensando em fazer ecoturismo em Portugal pelas suas fantásticas paisagens, flora e fauna.  


No oeste do Portugal fica a região de Lisboa, a capital do país, onde há uma das maiores regiões vitivinícolas de Portugal. Aliás, a o artesanato é também muito interessante ao falarmos do ecoturismo em Portugal, e neste caso em Lisboa. Nele destaca-se a cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro e os encaixes de Peniche. Neste região está também a vila de Sintra, que foi declarada Património da Humanidade em 1995, dado muito importante para a economia e a cultura de um país. Está situada a 600 metros sobre o nível do mar.


A norte do Alentejo situa-se a vila de Castelo de Vide, concretamente na metade da ladeira da serra de São Mamede, conhecida como “Sintra do Alentejo” pela sua fantástica vegetação.


É importante referir que desde o cimo da serra de São Mamede, que tem aproximadamente 1025 metros de altura, podem ver-se, ao norte, a Serra da Estrela e, ao este, a Extremadura. Outra região importante onde se pode desfrutar do ecoturismo é o Algarve. Aqui encontra-se o município de Aljezur, muito tranquilo e preservado, para além das fantásticas praias.


Como conclusão, gostaríamos simplesmente de apontar que o turismo ecológico é uma boa alternativa para a gente que está cansada de viver na cidade durante todo o ano e está à procura dum sítio tranquilo e calmo onde possa passar uns dias em contato com a natureza. Isto é o que espera encontrar a pessoa que escolhe esta maneira de desfrutar o seu período de férias: a tranquilidade dum sítio mais calmo, limpo e respeitoso com o meio ambiente, e não um sítio com o barulho que, por exemplo, pode oferecer a estadia num hotel urbano de duas ou três estrelas. 

Bibliografia: 
- Interessante página web se estão pensando em fazer turismo ecológico em Portugal: <http://es.orbitur.pt/>.
- Para mais informação sobre turismo ecológico podem pesquisar nesta página web (está em espanhol). URL: < http://www.ecotur.es/ecoturismo-agroturismo-turismo-ecologico-y-responsable-portugal/menu/ecotur-portugal_3354_1_ap.html>.
- Cintra, L. / Cunha, C. (1984): Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa: Sá da Costa).
- Conjuga-me: Conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] disponível em URL: < http://www.conjuga-me.net/>.
- Dicionário Priberam, [em linha] disponível em URL: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx>.
- Página web, URL: < http://es.wikipedia.org/wiki/Algarve>. (Consultada a 6 de abril de 2015).
- Página web, URL:
<hhttp://es.wikipedia.org/wiki/Lisboattp://es.wikipedia.org/wiki/Turismo_ecol%C3%B3gico>. (Consultada a 6 de abril de 2015).
- Página web, URL: <http://es.wikipedia.org/wiki/Alentejo>. (Consultada a 13 de abril de 2015).

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Profissões inovadoras (Grupo 4)


Neste artigo vamos escrever sobre algumas profissões do futuro.  Às vezes, quando as pessoas são chamadas para uma entrevista de trabalho, a primeira coisa em que pensam é no salário que vão ganhar. Por um lado, é lógico que esse seja um dos principais motivos para a pessoa escolher um emprego. Porém, o “prestígio” dos trabalhos vai mudando com o passar do tempo. Por exemplo, uma profissão que hoje em dia é muito bem remunerada, daqui a dez ou quinze anos pode não ter o mesmo êxito salarial. A seguir, vamos expor uma série de profissões que podem ter muito êxito no futuro. 

Em primeiro lugar estão as profissões relacionadas com o “agronegócio”. Este tipo de setor compreende as profissões relacionadas com a produção de alimentos. Tal e como diz o seu nome, neste setor agrupar-se-ão as máquinas agrícolas, os fertilizantes, etc. Há que pensar que vão ser necessários muitos alimentos devido ao aumento da população mundial. Então, é obvio que será uma boa oportunidade de emprego para xs Licenciadxs em Engenharia Agrícola e Engenharia de Alimentos. 

Muito próximos ao aumento da população mundial estarão os trabalhos relacionados com a educação: serão necessários Pedagogxs, Licenciadxs em Filologia e Ciências da Educação.

No ano 2016 vai acontecer um evento muito importante no Brasil: as Olimpíadas. Portanto, serão necessários profissionais do setor da construção. Esta será uma boa oportunidade para xs Licenciadxs em Engenharia Civil e Arquitetura.

Hoje em dia, já se apresentam projetos de trabalho muito interessantes em diversas áreas, mas possivelmente o projeto mais destacado seja o relacionado com o âmbito da Saúde. Os avanços tecnológicos fazem com que a nossa vida melhore notavelmente, conseguindo, assim, que as coisas que pareciam impossíveis no passado se possam realizar no presente. E o caso, por exemplo, das novas tecnologias aplicadas à Saúde. No ano passado, no Porto, teve lugar um congresso em que se mostravam os avanços científicos em diversas áreas da medicina e onde se puseram em contato estudantes e empreendedores, graças aos orçamentos que o Governo português disponibilizou à I+D (Investigação e Desenvolvimento). Nesse congresso foram apresentados aspetos muito atraentes e ambiciosos em áreas como a Oncologia ou a Neurocirurgia, mas também foram mostrados aparelhos relacionados com a reabilitação dos doentes, entre outros materiais.

No total, foram apresentados 34 projetos em fase de pre-produção, já que se encontram numa fase de espera até que alguém aposte no invento mostrado. De acordo com o que explicou um dos responsáveis do evento, José Correia, membro do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC- Porto), o objetivo final da exposição é identificar possíveis compradores que transformem os protótipos em produtos reais para a sua comercialização. Outro dos aspetos importantes destes eventos, para além de mostrar produtos inovadores relacionados com a Saúde, é demostrar que se pode obter uma maior comunicação entre as universidades e as empresas privadas (neste caso estamos a referir-nos à Universidade e ao Instituto Tecnológico do Porto) que são muito importantes para conhecer as ideias inovadoras dos estudantes.


Em conclusão, importa dizer que não são somente importantes as inovações tecnológicas ou científicas que são produzidas hoje em dia, mas também é importante ressaltar as ajudas que os governos oferecem ou não oferecem para que essas ideias se tornem numa realidade. No caso da Espanha, há muitos protestos a respeito disso, já que o governo não disponibiliza um orçamento suficiente para que os cientistas possam realizar o seu trabalho no país.



 Bibliografia
- Cintra, L. / Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa. - Dicionário Priberam, [em linha] URL: < http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx>. 
- Conjuga-me: conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] URL: < http://www.conjuga-me.net/>. 
- Página web URL: < http://vestibular.universia.com.br/o-que-estudar/profissoes-do-futuro/> (Consultada o 31 de março de 2015). 
 - Página web “Investigadores portugueses mostram projetos com tecnologia inovadora para a saúde”, URL: < http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/investigadores-portugueses-mostram-projetos-com-tecnologia-inovadora-para-a-saude> (Consultada a 9 de abril de 2015).

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Manoel de Oliveira: 1908 - 2015

Não queria deixar passar em branco, aqui no blogue, a notícia da morte de Manoel de Oliveira, um dos mais reconhecidos e respeitados cineastas portugueses, que também viveu na Galiza parte da sua infância. 
Manoel de Oliveira morreu no passado dia 2 de abril, com a extraordinária idade de 106 anos, o que fazia dele o mais velho realizador do mundo ainda em atividade. Manoel de Oliveira somou mais de 80 anos de carreira, abrilhantados com dezenas de prémios e distinções nacionais e internacionais. Em 2008, foi-lhe prestada homenagem no Festival de Cannes e, quatro anos antes, Veneza atribuiu-lhe um Leão de Ouro, consagrando, assim, a sua carreira como realizador. 
Manoel de Oliveira dizia que queria fazer filmes até morrer. Assim foi. A última curta-metragem do cineasta português, "O Velho do Restelo", estreou-se em dezembro de 2014. 
A melhor homenagem que podemos fazer ao Mestre do cinema português é assistir aos seus filmes, entre os quais destaco "Aniki-Bobó" (1942), "O Acto da Primavera" (1963), "A Divina Comédia" (1991) e "Vale Abraão" (1993). 
 Deixo-vos algumas ligações para reportagens e filmes.

 

Ligações úteis:

- http://pt.euronews.com/2015/04/02/morreu-manoel-de-oliveira/
- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=183160
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=183199
- http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=817287&tm=4&layout=121&visual=49
- http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/um-filme-falado/manoel-de-oliveira-com-o-manoel-tudo-era-muito-singular
- http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/manoeldeoliveira/2015-04-03-Manoel-de-Oliveira-segundo-os-atores 

- https://www.youtube.com/watch?v=1Dv1OpvG5E0
- https://www.youtube.com/watch?v=7e5-3o7GwAg
- https://www.youtube.com/watch?v=9D-H3YX60ts
- https://www.youtube.com/watch?v=ViYWJ48E7AE

sexta-feira, 20 de março de 2015

Hábitos e modos de vida da juventude (grupo 4)



Neste artigo vamos escrever sobre os hábitos e os modos de vida da juventude, centrando-nos principalmente no desemprego e nas suas consequências.

Em primeiro lugar, gostávamos de dizer que o conceito de “juventude” tem-se construído, como objeto de estudo, atendendo a distintas perspetivas: psicológicas, pedagógicas, sociológicas, etc. Os resultados de muitos estudos apontam para graves problemas nos os jovens, como o abuso de álcool e o consumo de drogas, o fracasso escolar, gravidezes não desejadas no caso das meninas, etc. Ou seja, uma série de problemas que afetam não somente os jovens, mas também pais e professores, portanto, são problemas que passam a ser parte da sociedade atual.


Por um lado, é preciso termos em conta a idade. De acordo com Lloret (1998), “ os anos nos têm e nos fazem crianças, jovens, adultos ou velhos, e pertencer a um grupo de idade significa ter que se adequar a um conjunto de coisas que podemos ou não fazer”. A idade é, portanto, somente um conjunto de anos que vamos juntando num processo linear, mas que determina expetativas e comportamentos. Além disso, é importante termos em conta as condições sociais em que vive a juventude. No que respeita ao desemprego, em Espanha há atualmente perto de 900 000 jovens desempregados, o que representa um passo para a frustração e o desânimo.

Importa dizer que não há muitas diferenças entre Espanha e Portugal no que respeita às taxas de desemprego. Segundo um estudo recente, Portugal é o segundo país da União Europeia com maior desemprego, depois de Espanha. O desemprego em Portugal alcança os 15 % e em Espanha os 23 %, aproximadamente. Estes dados estatísticos de desemprego não afetam apenas os adultos, mas também a juventude, já que destroem muitas ilusões que os jovens têm para com o futuro, como a independência económica ou a formação de uma família estável. O conflito muitas vezes é claro: as empresas buscam gente jovem muito qualificada e com experiência, e os jovens, em muitas ocasiões, não cumprem essas condições, pelo que se fecham muitas portas para eles. Para que a juventude não caia no desânimo, seria bom incentivar as empresas para que contratem gente nova. Segundo uma notícia recente, a UE tem previsto investir 6 000 milhões de euros até 2020 para reduzir o desemprego jovem.

Como conclusão, é importante destacar que é preciso que os agentes sociais e económicos façam um esforço para motivar aos jovens a continuarem a sua formação, quer estudando na universidade ou, no caso de não quererem, facilitar-lhes a sua inclusão no mercado de trabalho. É um objetivo muito complicado, mas é preciso garantir as mesmas oportunidades para a juventude, independentemente da sua condição económica ou social. Desta maneira, evitar-se-á que caiam na desesperança e, assim, podem, se quiserem, começar a construir o seu futuro tanto a nível profissional como pessoal.



Bibliografia:

- Cintra, L. / Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.

- Conjuga-me: Conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] [disponível na Internet] URL: http://www.conjuga-me.net/.

- Dicionário Priberam, [em linha] [disponível na Internet] URL: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx.

- Lloret, Caterina (1998). «As outras idades ou as idades do outro» In Jorge Larrosa e Nuria Pérez de Para (org.). (1998) Imagens do outro. Petrópolis: Vozes. [disponível na Internet] URL: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3215902.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Paiva Couceiro: desde o exílio na Galiza até à cidade do Porto

Numa entrevista a Xosé Ramón Pena, realizada em 2008 pelo diário La Opinión Coruña, o filólogo galego assegurava que, durante a Guerra Civil espanhola, Portugal estudou a possibilidade de anexar a Galiza. Segundo o escritor galego, Rolão Preto, peça chave para a criação do movimento Integralismo Lusitano, tinha aconselhado Salazar a aproveitar o caos administrativo existente durante a Guerra Civil espanhola. Segundo parece, houve mesmo um plano de ação que estudou a possibilidade de levar a cabo essa anexação.
O Integralismo Lusitano era um agrupamento sócio-político tradicionalista do Portugal de começos do século vinte, partidário da restauração da monarquia, que esteve ativo e influente desde 1914 até 1932, em oposição à República Portuguesa de 1910 e ao posterior Estado Novo de Salazar. Sem chegar a considerar ou julgar ideologias políticas, o que nos chamou a atenção fui o fato da Galiza ter servido de refúgio, exílio e base de operações a importantes figuras do Integralismo Lusitano nestas primeiras décadas do século vinte; figuras como o próprio Rolão Preto ou mesmo o seu amigo e mentor político, Henrique Paiva Couceiro.
Dentro do Integralismo, o qual se inscrevia numa ideologia nacional-sindicalista, foi o militar e político Paiva Couceiro o  principal responsável por planear a restauração da monarquia portuguesa  e de chegar inclusive a conseguir a sua instauração à base de teimosia, ainda que só durante 25 dias. Refugiado na vila pontevedresa de Tui, Couceiro reorganizou um pequeno grupo de militares partidários da monarquia, realizando assim diversas incursões ao território português, entre 1911 e 1919.
Paiva Couceiro, imagem da Wikipédia 
Couceiro tinha-se notabilizado nas campanhas coloniais de ocupação em Angola e Moçambique, chegando a ser o único oficial português a ser agraciado com três graus da Ordem Militar da Torre e Espada, pelo valor, lealdade e mérito, tendo sido também proclamado benemérito da pátria. Depois do exílio do rei D. Manuel ll, logo após a implantação da República, Couceiro não reconhece as eleições de 1911. Numa carta enviada a Rolão Preto, em 1910, Couceiro assegura que no país não existem “nem crenças, nem fé”; a confusão na política portuguesa permite “frivolidades correndo ao gozo” e “plutocratas tratando da vida”, enquanto a consciência social portuguesa se desvanece. Notoriamente pouco susceptível a pusilanimidade, Couceiro não desistiu dos seus ideais de progresso e grandeza para o povo português. Reúne as suas tropas em 1911 e, logo após tomar Chaves a 4 de outubro, é derrotado pelas forças republicanas, muito superiores em número e melhor equipadas. Esta derrota obriga-o ao exílio na Galiza.
Esta contra-revolução monárquica, que contava com a simpatia dos conservadores da região Norte de Portugal, conseguiu subverter as instituições do território que ia do Minho à linha do Vouga, depois de realizar a sua última incursão em 1919. Em nome do rei D. Manuel II de Portugal, exilado na Grã-Bretanha, ela restaura a Carta Constitucional de 1826, proclamando, assim, a restauração da monarquia na cidade do Porto, a 19 de janeiro. Couceiro foi presidente da junta governativa desta chamada Monarquia do Norte, sendo ativamente apoiado pelos líderes integralistas. Este efémero regime, que durou até 13 de fevereiro, revogou toda a legislação republicana e restaurou a bandeira e o hino monárquicos. Não obstante, logo teria de enfrentar a carência de apoios fundamentais por parte da política, do exército e da sociedade portuguesa, tendo de abandonar as suas pretensões a favor da República.

Quem foi Cristóvão Colombo?



Cristóvão Colombo descobriu América no ano de 1492. Este fato, mundialmente conhecido, é totalmente verdadeiro e muito difícil de ser negado. Pelo contrário, outras informações relativas à vida pessoal do navegador, como por exemplo o seu lugar de nascimento, ficaram por esclarecer e, até hoje, foram alvo de diferentes hipóteses, que não conseguiram, no entanto, encontrar os documentos ou as provas necessárias para fazer dum conto uma história real.

Uma dessas hipóteses (talvez a mais conhecida), apoiando-se num escrito oficial encontrado no “Archivo de Simancas” e numa afirmação do escritor Pedro de Ayala, defende que Colombo era de origem genovesa. Outros estudos defendem que ele era catalão, galego e mesmo português, tendo em conta a análise dos seus escritos em língua castelhana. A proximidade destas línguas romances no século XV torna difícil a tarefa de assinalar uma procedência exacta aos achados linguísticos que contêm os escritos de Colombo, pelo que a sua língua materna poderia ser qualquer uma das três. Não obstante, de que falaremos a seguir vieram a sobrepor a hipótese galega sobre as restantes. A primeira prova advém do próprio apelido do explorador: ainda que existissem outros apelidos semelhantes noutras nações, o apelido `Colón´ só existia na província de Pontevedra, na Galiza. A segunda prova apoia-se nos nomes que receberam os lugares que ele foi baptizando e que coincidem com mais de duzentos topónimos das Rias Baixas: só um grande conhecedor dessa ria poderia fazer uso desses nomes assim.

Sabia-se que Colombo era um importante nobre, recebido pelos reis de Espanha e de Portugal antes e depois de a América ter sido descoberta. Com esta ideia em mente, o historiador viguês Alfonso Philippot começou a investigar o assunto, até que no ano 1977 encontrou evidências de um nobre que cujas semelhanças com a figura de Colombo eram evidentes: o seu nome era Pedro Madruga. As semelhanças falam por si. Em 20 de janeiro de 1486 Colombo visita os reis católicos  para lhes expor o seu projeto de atravessar o oceano Atlântico em busca das Índias; há documentação oficial que diz que Pedro Madruga estava naquele dia, na mesma hora, no mesmo lugar e no mesmo barco perante Isabel e Fernando.  Além disso, segundo a informação obtida pelo historiador viguês, Pedro Madruga morre nesse mesmo ano, isto é, quase seis anos antes do descobrimento da América. Mas o nobre não aparece morto, não é enterrado, nem é reclamado pela família: simplesmente desaparece. Mesmo apesar de ele 'ter morrido', cerca de 100 documentos reclamam-no como se estivesse vivo até o ano  de 1506, que é quando morre Colombo. Também há testemunhos do interesse que o Colombo tinha pela mulher e o filho de Pedro.

Uma explicação para esta mudança de identidade terá a ver com motivos políticos: Pedro lutara com os reis de Portugal contra Castela. O nobre, por ter sido um grande inimigo da Coroa, não podia receber publicamente os favores dos reis católicos. Não obstante, como ele conhecia os segredos da navegação portuguesa, que os reis católicos de Castela tanto desejavam, teve de receber um novo nome para iniciar a sua expedição. E foi assim que um galego fez uma descoberta importante sem ter sido reconhecido como tal.

terça-feira, 10 de março de 2015

A gastronomia portuguesa



Neste artigo vamos escrever sobre gastronomia portuguesa e algumas receitas típicas de Portugal. A gastronomia portuguesa pode enquadrar-se na cozinha mediterrânea, que tem como alimentos básicos o pão, o vinho e o azeite. Aliás, a gastronomia portuguesa recebe influências das ex-colónias portuguesas de Ásia, África e do Brasil, nomeadamente no uso das especiarias, como a pimenta e a canela.

Em primeiro lugar, o pão é um alimento muito básico na cozinha portuguesa. Normalmente é feito com milho e não somente com farinha de trigo. O pão faz parte de receitas típicas portuguesas como o “torricado” e as “migas à alentejana”. Os pães mais conhecidos possivelmente sejam a fogaça e as “caralhotas” de Almeirim. Além disto, no norte de Portugal costuma falar-se das bolas, que são pães recheados de carne picada. O azeite é também um alimento essencial na gastronomia portuguesa. Normalmente o seu uso é destinado a assar carne e peixe, mas também é utilizado em saladas. Atualmente, em Portugal há seis denominações de origem protegida de azeite. Quanto aos vinhos, destacam-se os vinhos verdes do norte, o vinho do Porto, feito na região demarcada do Douro, e o Moscatel de Setúbal, procedente da região de Setúbal, que cobre também parte de Sesimbra.



Por outro lado, os pratos mais típicos de Portugal são o cozido à portuguesa, a feijoada, as migas à alentejana e o bacalhau, prato que se pode preparar de muitas maneiras. O cozido à portuguesa prepara-se com diferentes vegetais e legumes cozidos (feijões, batatas, cenouras) e com algumas carnes, geralmente de vaca ou porco (entrecosto), mas também pode fazer-se com frango. Quanto à feijoada, prepara-se com feijões e carne de porco, normalmente salgada. Este prato costuma acompanhar-se com arroz e laranjas. As “migas à alentejana”, como bem diz o seu nome, é um prato típico do Alentejo, uma região situada no centro-sul de Portugal. O ingrediente principal neste prato é o pão, mas também pode preparar-se com carne de porco salgada, toucinho e alho. Finalmente, o bacalhau, como já dissemos anteriormente neste artigo, pode ser cozinhado de diversas maneiras: “bacalhau à Brás”, “pataniscas de bacalhau”, etc.



Em conclusão, importa dizer que a gastronomia portuguesa encontra-se dentro da dieta mediterrânea pela situação geográfica de Portugal e as tradições que costumam acompanhar os países do sul de Europa, isto é, um mimo especial e uma maneira diferente de tratar a comida relacionada com a cultura. Esta cultura gastronómica é distinta de outras, por exemplo, a dos países nórdicos, já que no Mediterrâneo se podem encontrar propostas não só gastronómicas, mas também turísticas.

Se forem bons garfos como nós, podem pesquisar nesta página e encontrarão um monte de receitas portuguesas.


Bibliografia:
Cintra, L. / Cunha, C. (1984): Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa: Sá da Costa).
Dicionário Priberam, [em linha] URL: < http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx>.
Conjuga-me: conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] URL: < http://www.conjuga-me.net/>.
“Receitas e Menús. net” URL: <http://www.receitasemenus.net> (consultada a 27 de fevereiro de 2015).


O Entrudo: Portugal e Galiza

Por: 
 Gabriel Ares Cuba 
 Sara Cambeiro Vázquez 

Hoje vamos falar dos entrudos no norte de Portugal. Há pouco que foi a época de entrudos e decidimos fazer uma escolha dos mais interessantes para lembrarmos esta celebração. Para além disto, vamos conectar esta tradição portuguesa com a correspondente galega. Falaremos da zona de Trás-os-Montes (entrudo de Podence, entrudo de Lazarim, e entrudo de Vinhais). 

A zona de Trás-os-Montes é uma região histórica portuguesa fronteiriça com a Galiza e com Castela e Leão. Esta região conta com quatro distritos: o Distrito de Vila Real (catorze municípios), o Distrito de Bragança (doze municípios, entre os quais estão Vinhais e Macedo de Cavaleiros, onde se situa Podence), Distrito de Viseu (vinte e quatro municípios, entre os quais está Lamego, onde se situa Lazarim) e Distrito de Guarda (com catorze municípios). 

A ação dos diabos de Vinhais já não produz hoje os efeitos temidos de outrora, quando as raparigas não se atreviam a sair à rua. O ritual de castigo e correrias pelas ruas da vila é hoje uma manifestação tímida e cada vez mais incerta, com não mais do que uma dezena de mascarados. Os trajes destes mascarados são duma cor vermelha muito intensa e capaz de aterrorizar as pessoas. É um vestido muito simples que pode ir acompanhado com um pau,  o qual usam para ameaçar. 

Mas, em Podence, pequena aldeia situada a poucos quilómetros de Macedo de Cavaleiros, a tradição está de boa saúde e conserva ainda uma boa parte da licenciosidade «selvagem» que sempre a caracterizou. Os dias grandes da festa são o Domingo Gordo e Terça-feira Gorda e os Caretos só param para matar a sede ou para combinarem mais uma arremetida sobre a Praça da Capela, a pequena praça da aldeia onde todos assistem ao ritual. 


Em Lazarim, o Entrudo é uma festa local, quase privada, cuidadosamente preparada nas semanas que a antecedem. O ponto alto é a leitura pública das «deixadas», testamentos que falam sobre os rapazes e as raparigas da aldeia. Jocosos, trocistas e irónicos, são preparados em segredo pelos mais novos, que muitas vezes recorrem à sabedoria e conhecimento dos mais velhos, repetindo a tradição. Os testamentos são lidos pelos mascarados (para que as vítimas citadas não reconheçam os autores das diabruras) e ouvidos pela população, em silêncio.


Mas a festa não fica completa sem o Desfile de Caretos, o Concurso de Máscaras (feitas em madeira pelos artesãos locais) e a Queima dos Compadres - o compadre e a comadre, dois bonifrates cheios de pólvora e que, na terça-feira, põem ponto final à festa e à rivalidade que durante várias semanas opôs rapazes e raparigas. Fundamentais são também as refeições cerimoniais à base de carne de porco, que marcam o inicio do período de abstinência da Quaresma. 

Na Galiza, os Cigarróns, que são personagens mascarados e adornados (como em Verín), as Pantallas que chateiam  os viandantes com duas bexigas cheias de ar (muito comum no Entrudo de Xinzo da Limia), os distintos Peliqueiros (como em Laza), personagens que se distinguem pela sua animalização: não falam, levam chocalhos como os animais, azorragam às pessoas e levantam a saia às mulheres. Animais como uma vaca, um burro ou um galo, sejam reais ou simulados, simbolizam o Entrudo em si e intervêm na festa, quer para serem burlados e escarmentados, quer para atuar activamente fazendo falcatruas. 


Para finalizarmos, podemos dizer que os entrudo do norte de Portugal têm rasgos em comum com os da Galiza como, por exemplo, o terror, o acosso e o uso de imagens demoníacas.

Bibliografia: