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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A EMIGRAÇÃO EN PORTUGAL

Neste artigo falaremos sobre a migração em Potugal e a perda de população por diferentes fatores ao longo da história. A perda de colónias ou a guerra são alguns dos fatores de que falaremos.

Portugal é um país moderno, com uma população em rápido envelhecimento, igual a outros países europeus. Sua população é de 11 400 000, dividida em 20% menores de 15 anos, 60% entre 15 e 65 anos, e 20% com mais de 65 anos.

A maioria da população vive na costa e regiões do norte como Lisboa e Porto são as áreas mais povoadas do país. Isto acontece porque em meados do século XX a industrialização em Portugal gerou o abandono progressivo do campo, especialmente perto da fronteira com Espanha, trazendo a população para as cidades como as mencionadas acima. Estas cidades hoje, juntamente com outras, como Braga, Setúbal e Algarve, são fortes centros industriais e áreas turísticas.

Quanto à migração, Portugal é famosa pelo seu passado e pelas suas colónias ultramarinas. O colonialismo português durou até meados do século XX, com uma população de cerca de dois milhões de pessoas a viver fora do próprio país. É importante mencionar aqui o grande papel do Brasil, país de acolhimento de  uma grande parte da população. Na época da Segunda Guerra Mundial é também notável o número de português que se mudam para países como a França e a Alemanha. Estes emigrantes enviaram depois dinheiro para o país de origem, e isto foi um fator importante para Portugal. Esta migração foi muito importante para o país, já que a população de Portugal diminuiu. Esta situação mudou com o advento da democracia e a perda das colónias, gerando um aumento significativo na população portuguesa.

Em Portugal vivem atualmente perto de 450.000 imigrantes, cerca de 5% da população. Estes imigrantes vieram, em grande parte, das ex-colônias de Portugal. Depois que o país entra na União Europeia em 1986, o número de imigrantes continua a aumentar. Esta população imigrante concentra-se principalmente em áreas costeiras e nas grandes cidades.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Procura trabalho na União Europeia?


Por: 
 Ares Cuba, Gabriel 
Cambeiro Vázquez, Sara 

Procura trabalho na União Europeia? Se é assim, pode ir trabalhar por um período curto noutro país da União Europeia (inferior a dois anos) e continuar coberto pelo sistema de segurança social do seu país de origem. Nesse caso, é considerado um trabalhador destacado. Não importa se é você trabalhador por conta de outrem ou se é você trabalhador por conta própria. 
Não necessita de ter uma autorização de trabalho, a não ser que seja destacado da Croácia para a Áustria ou a Alemanha, onde ainda há restrições em determinados setores. Em muitos casos, não precisa do reconhecimento das suas qualificações profissionais, mas noutros casos é preciso apresentar uma declaração escrita. Continuará a fazer descontos no seu país de origem e continuará coberto pela segurança social do seu país de origem. 
Porém, isto não significa que não deve seguir as normas nacionais do país de acolhimento. Quer dizer que poderá ter que pagar por serviços que no seu país de origem são de graça. Se deseja continuar com a cobertura de segurança social do seu país de origem, necessitará de um formulário A1, que substituiu o formulário E101. Este formulário prova que continua (e também aquelas pessoas a seu cargo) coberto pelo sistema de segurança social do país de origem enquanto estiver no estrangeiro, durante um período máximo de dois anos.    
Deverá poder apresentar o formulário A1 às autoridades em qualquer momento durante a sua estadia no estrangeiro. Caso contrário, poderá ter de pagar os descontos da segurança social no país de acolhimento. Se for controlado e apresentar um formulário A1 válido, o país de acolhimento é obrigado a reconhecê-lo. Poderá ter de preencher uma declaração prévia na qual exponha a sua intenção de trabalhar no país de acolhimento. Se for trabalhador por conta de outrem, essa declaração é da responsabilidade do seu empregador. 
Se vai ficar a trabalhar no estrangeiro mais de dois anos, pode solicitar uma isenção para continuar coberto pelo sistema de segurança social do país de origem durante todo o período de destacamento. Estas isenções, que variam dependendo de cada caso, exigem o acordo das autoridades competentes dos países em questão e só são válidas por um período predefinido. Se não se beneficia de uma isenção, só pode manter a cobertura de segurança social do país de origem durante dois anos. No final desse período, poderá continuar a trabalhar no estrangeiro, mas terá de mudar para o sistema de segurança social do país de acolhimento e fazer os seus descontos nesse país.
Em caso de ir trabalhar por conta de outrem, o seu empregador é obrigado a respeitar as regras básicas em matéria de proteção de trabalhadores assalariados durante todo o destacamento, nomeadamente no que se refere aos seguintes aspetos: salário mínimo (a sua remuneração não pode ser inferior ao salário mínimo local), períodos máximos de trabalho e períodos mínimos de repouso, número de horas de trabalho (não pode trabalhar mais de um certo número de horas), férias anuais remuneradas mínimas (tem direito a férias), saúde e segurança no trabalho. Há ainda proteção no emprego para grávidas e jovens e a proibição do trabalho infantil. 

 Biliografia:  

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Trabalhar em Portugal, uma opção para os médicos galegos





A APSEP (Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis de Portugal) publicava em 2007 uns dados que mostravam que cerca de 3.000 médicos de Saúde pública portuguesa eram espanhóis, dos quais 1.200 eram galegos. O maior fluxo de pessoal produziu-se entre os anos 1998 e 2004, e teve a ver com as dificuldades de acesso ao trabalho e formação que existem para os médicos na Espanha. Em 1999, uma empresa galega, a Cosaga, começou mesmo a administrar clínica e financeiramente o hospital trasmontano de Valpaços. 
Hoje em dia, e apesar de as condições não serem tão favoráveis como há dez anos, muitos médicos continuam a preferir o sistema português, e ainda há uns 700 médicos galegos trabalhando no país luso, a maior parte dos quais continua a viver na Galiza e cruza a fronteira todos os dias. Os profissionais de Saúde são unânimes em afirmar que Portugal, não obstante pagar menos aos médicos do que a Espanha (uns 1000 euros concretamente), oferece ao pessoal médico melhores condições de trabalho. A possibilidade de aceder a uma vaga fixa com um contrato indefinido atrai muito médicos espanhóis, que têm de enfrentar a instabilidade do sistema espanhol, onde a maioria dos contratos são temporários. 
Enquanto o sistema de Saúde espanhol está saturado e não oferece  vagas suficientes, no português ocorre o caso oposto: há lugares, como as povoações do Norte do país, ou as zonas do Algarve e o Alentejo, onde não se preenchem as vagas requeridas pelos Centros de Saúde. Segundo o presidente da associação (APSEP), o galego Xoán Gómez Vázquez, a falta de mobilidade dos médicos portugueses, que preferem trabalhar nas grandes cidades, é outro dos motivos para que não sejam cobertas todas as vagas. Os médicos portugueses também optam por emigrar para países como a Inglaterra ou a França onde os salários oferecidos são muito maiores que em Portugal.
A privatização da Saúde que se está a viver na Espanha não só está a afetar os médicos, mas também os estudantes de Medicina. Muitos deles encontram sérias dificuldades para se especializarem, uma vez que na Espanha quase não há vagas em determinadas especializações, tais como Pediatria ou Cirurgia Plástica, que são muito requisitadas e, portanto, decidem fazer a especialização em Portugal, onde sobram vagas. 
Contudo, Portugal tão pouco se salva da má situação que está a viver a Saúde. Desde a implementação das medidas de austeridade no ano 2011, as condições deixaram de ser tão favoráveis. A carga fiscal que o Governo português está a realizar por meio da Segurança Social e dos impostos, ou com medidas como a Taxa de Solidariedade, fez diminuir consideravelmente o número de médicos que cruzam a fronteira. Um exemplo disto é a falta de cobertura das últimas 115 vagas para médicos de família, oferecidas este ano pelo Governo português em povoações do Norte, das quais 35 vão ficar sem cobrir, e para as quais só se apresentaram 7 médicos espanhóis.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Recrutamento para lista de reserva de contínuos parlamentares (UE)

O Parlamento Europeu é um dos lugares mais cobiçados para trabalhar para quem estuda línguas. Várias vezes por ano surgem novos concursos para constituir listas que são depois usadas para recrutar novos funcionários. A Sílvia e da Sónia já descreveram aqui muito bem o processo de seleção dos candidatos. 
Neste momento, encontra-se aberto um concurso para o recrutamento de contínuos parlamentares. A descrição da função e os requisitos necessários para a candidatura podem ser vistos aqui. Se se sentem motivados para o processo de candidatura, apressem-se. O concurso está aberto até ao dia 27 de maio. Os registos para as candidaturas são feitos através da página do Serviço Europeu de Seleção de Pessoal (https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000064834/). 
Se não for desta, não desanimem e fiquem atentos às novidades da página Trabalhar na União Europeia ou da EU Careers. Há sempre vagas muito interessantes para vários organismos internacionais.
Boa sorte!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Trabalho na União Europeia (Grupo 4)


Neste artigo vamos escrever sobre o trabalho na União Europeia e as normativas que se devem seguir para poder trabalhar nela. Portanto, este artigo dirige-se às pessoas que estão interessadas em trabalhar num organismo da União Europeia, concretamente se quisessem ser funcionárixs. A normativa que regula o emprego na União Europeia estabelece uma série de critérios para selecionar os possíveis candidatxs para um posto de trabalho. O Serviço Europeu de Seleção de Pessoal encarrega-se de fazer uma entrevista e uma série de exames escritos e orais e, só depois destes procedimentos, x candidatx fica contratadx.
  
Importa dizer que xs funcionárixs da Comissão podem exercer múltiplas tarefas: desde administrar e coordenar as políticas económicas até desempenhar trabalhos relacionados com a informática, as bibliotecas, etc., ou desempenhar tarefas administrativas. Para poder trabalhar num dos organismos oficiais da UE, x candidatx tem que cumprir uma série de requerimentos requisitos. Em primeiro lugar, é necessário saber se cumpre os requisitos relativos à formação e experiência profissional. Depois disto, deve enviar o seu CV e uma carta de motivação ao organismo correspondente. Se não se encontrar nenhuma vaga que se adeque ao perfil desejado, pode-se também consultar a página EURES, que publica anúncios de trabalho em toda a União Europeia, não somente nos organismos oficiais, mas também em empresas privadas. 

Na candidatura é necessário especificar qual é a língua que normalmente x candidatx tem como primeira - a sua língua materna -, mas também pode ser outra que x candidatx domine (o mínimo requerido é um nível C1 de acordo com o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas). Além disso, xs candidatxs têm de passar uns testes, os quais, geralmente, consistem numa defesa dum case study (estudo de caso), ou seja, uma atividade de grupo, uma entrevista organizada e uma apresentação oral. Estas provas podem fazer-se na segunda língua escolhida pelx candidatx, que poderá ser francês, alemão ou inglês. Porém, x candidatx terá que sempre que fazer uma série de testes no computador (Computer Based Tests) na sua primeira língua.

O primeiro grupo destes testes (raciocínio verbal, numérico e abstrato, etc.) realizar-se-á no país de origem; no caso de Portugal, na Universidade de Lisboa. Depois, x candidatx deve levar a sua identificação (BI ou cartão de cidadão) e a confirmação do EPSO (registo eletrónico de dados pessoais). Os centros de exames ficam em Bruxelas, portanto, a pessoa interessada receberá uma ajuda monetária para viajar até lá. Finalmente, ainda que x candidatx passe todos os testes com grande êxito, não é garantido um posto de trabalho. X candidatx fará parte de uma lista de espera e lá permenacerá por um ou mais anos até que a UE recorra a essx candidatx. 


Bibliografia: 
- Cintra, L. / Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa. 
- Conjuga-me: Conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] disponível em URL < http://www.conjuga-me.net/>. 
- Dicionário Priberam, [em linha] disponível em URL < http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx>. 
- Página web, URL <http://www.trabalharnauniaoeuropeia.eu/>. (Consultada a 3 de abril de 2015). 
- Página web, URL <https://ec.europa.eu/eures/page/homepage?lang=pt>. (Consultada o 31 de março de 2015).  

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Profissões inovadoras (Grupo 3)

Alba Díaz 
Cristina Piñón 

Dado que a sociedade avança a um ritmo espetacular graças à ciência e ao uso que se faz dela, não é de estranhar que alguns dos avanços tecnológicos de hoje em dia nos pareçam estranhos e ainda com pouca de investigação. Muitas das profissões da atualidade poderiam ter parecido completamente improváveis às gerações anteriores. Mas já existem mesmo, por exemplo,  viagens ao espaço, pelo que praticamente qualquer coisa é possível num futuro próximo. A Cristina e eu trazemos-vos duas propostas que, sem dúvida, seriam revolucionárias no mundo da medicina. 

Pela minha parte, uma das profissões que acho que seria uma rebelião para o futuro seria a de cirurgião da memória humana. A medicina avança a passos cada vez mais agigantados e a pouco a pouco se vão-se descobrindo tratamentos e curas para doenças que dantes se criam incuráveis. Com os anos, a mente humana perde muita da sua capacidade e com isso perde também a capacidade de reter muitas das nossas lembranças, o que é normal, porque o nosso cérebro funciona cada vez mais lento à medida que envelhecemos.  Mas outras vezes, a nossa memória falha por culpa de doenças como o Alzheimer, que acaba pouco a pouco com a identidade do indivíduo.Um cirurgião da memória não só ajudaria a tornar mais ampla a habitação das nossas lembranças, mas também iria assegurar que não as perderíamos ou esqueceríamos. Consistiria numa profissão em que o especialista precisaria ter conhecimentos de medicina, biotecnologia e biomedicina. Com a ajuda da nanomedicina e da nanotecnologia, o procedimento mais habitual seria o de implantar um chip no cérebro humano que permitiria aumentar e armazenar mais informação em nossa mente. Esse chip não poderia de jeito nenhum alterar o pensamento ou a forma de ser da pessoa tratada, pelo que teria de se garantir que só se ia utilizar para o armazenamento de dados. Funcionaria do mesmo modo que um chip utilizado hoje para a informática. 



Pela sua parte, a Cristina pensa que um trabalho que teria um desenvolvimento interessante seria o engenheiro de almas. Esta profissão seria do rama da medicina e estaria muito ligada à neurociência porque teríamos de compreender imensamente bem como é que trabalha o nosso cérebro para poder levá-la a cabo. Tratar-se-ia de um trabalho minucioso no qual o especialista faria correções das almas más para torná-las boas. Caso uma pessoa fosse um criminoso, um assassino ou um ladrão, um juiz ou uma autoridade correspondente poderia encaminhá-lo a um engenheiro de almas para se corrigir. Para este fim, usar-se-iam capacetes que registassem os pensamentos e as ideias das pessoas, isto é dizer, a sua personalidade. 

Uma vez encontrados estes dados, o engenheiro faria um reajuste personalizado e arranjaria os neurónios causadores dos comportamentos malignos mediante ondas e impulsos nervosos emitidos pelo capacete em apenas três horas. Como resultado, reduzir-se-iam os assassinatos, os roubos, os sequestros e muitas outras coisas que causam conflitos no mundo. Um outro uso deste capacete poderia ser o tratamento psicológico para toda aquela gente que sofra de traumas de quando eram crianças, traumas pela culpa dum acidente ou traumas causados por algum acontecimento que fizera com que esses doentes não pudessem ser felizes.