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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Novas tecnologias e juventude

Assim que a Internet apareceu, começou a redefinir as formas de as pessoas se expressarem, pensarem, memorizarem, namorarem, educarem, etc. Os jovens têm já algums perfis profundamente “virtuais” porque eles aceitam uma virtualização cada vez maior da vida. No mundo moderno, quase todos os campos da vida como a saúde, alimentação, mobilidade ou lazer, ficam cada vez mais a cargo das novas tecnologias, que prometem trazer-nos conforto e felicidade. A juventude está imersa no uso dos aparelhos digitais contemporâneos e, por tanto, ao interagirem com o mundo virtual, acabam construindo um sentimento de autonomia e de identidade, mas que também conduz à dependência e à solidão.

Há poucas décadas, apenas a rádio e a televisão constituiam os ambientes mais tecnológicos; hoje são as diversas máquinas digitais que apreendem e “ativam” as interações sociais em um novo mundo de comunicação. Mas isto também traz aspetos negativos já que os jovens, que estão plenamente absorvidos nas interações e aprendizados tecnológicos, ficam com pouco tempo para pensar no sentido disto para as suas vidas.

Por um lado, as novas tecnologias não apenas tornam a vida mais fácil, mas também produzem mudanças nos costumes e nos hábitos sociais. O seu uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como ficar dependente do telemóvel ou da Internet, ou outras como déficit de atenção, stress, isolamento social, abusos e distanciamento da realidade. Devido ao anonimato e ao facto de ser um meio de comunicação instantânea entre pessoas de vários grupos, a Internet pode tornar-se uma ameaça. Da mesma forma que a Internet é usada para discutir temas importantes na sociedade, aproximando opiniões de pessoas distantes, também reflete o trabalho de pessoas com motivação ilegal ou criminosa.


Fonte: pinterest.com
Por outro lado, o uso da Internet pelos jovens também traz aspetos positivos. Sem a Internet, um jovem nunca poderia pesquisar trabalhos nem muito menos partilhar ideias com os colegas por mensagens instantâneas, algo muito positivo em caso de querer realizar um trabalho ou estudar em conjunto. Um jovem também vê na Internet uma forma de entretenimento, como por exemplo ver vídeos ou baixar livros. Além disso, o telemóvel é hoje a principal meio portátil usada pela juventude por caracterizar-se como uma ferramenta apropriada para a produção de conteúdo multimédia. Com o telemóvel, os jovens estão-se transformando em produtores e distribuidores de conteúdos multimédia para grupos e redes. Isto é devido a que o telemóvel, com sua alta mobilidade e portabilidade, é capaz de ser multifuncional em áudio e vídeo, permitindo à juventude assumir uma postura ativa, participando como agente transformador e construtor da realidade, sendo fonte, recebedor e transmissor simultaneamente.

Em conclusão, a Internet, como qualquer outra coisa na vida, tem as suas vantagens e desvantagens; pode ser como uma autêntica droga ou como uma autêntica lufada de ar fresco. Os jovens de hoje estão expostos à tecnologia digital de uma maneira nunca antes vista e a tecnologia moderna pode-se tornar para eles uma componente invisível e, ao mesmo tempo, fundamental em as suas vidas.


Fenómenos de resposta a falências sócio-políticas

Hoje em dia é muito comum encontrar obstáculos na política ou na sociedade em geral que, se não tentamos mudá-los, podem afetar seriamente alguns setores da população. É por isso que quando há algum problema social ou político que afeta maior parte das pessoas é necessário manifestar-se de algum jeito para evitar males maiores e para conseguir que a opinião da gente também conte na hora de tomar algumas decisões.

Primeiro, é preciso dizer que uma manifestação tem de ser sempre pacífica, já que há muitas maneiras de conseguirmos ser ouvidos sem utilizar a violência. Poderíamos classificar as manifestações segundo a sua “gravidade”, por exemplo, uma greve de fome. Esta é uma maneira muito comum de resposta e bastante efetiva, já que quando a pessoa deixa de comer e entra em perigo o fator humano, os governantes costumam temer pela sua vida e tomam as medidas necessárias, ou pelo menos, começam as negociações. Outro jeito de protesto também pode ser ficar nu na rua. Já há vários grupos de ativistas que se dedicam lutar contra de problemas e aparecem nus em sítios muito polémicos com outros manifestantes e um slôgane. Não é a forma mais pacífica de protestar, mas o que conseguem com estas ações é que as imagens corram o mundo e todas as pessoas saibam qual é o tema que procuram solucionar.

Fonte: pinterest.com
Tenho de dizer que estas são umas maneiras de manifestar-se um pouco drásticas, porque também há outras menos fortes que chegam do mesmo modo às pessoas. Uma delas é utilizando a arte, como a música ou a pintura. Por exemplo, as canções são uma forma eficaz de chegar à população porque a través delas podem-se expressar todo o tipo de sentimentos e além disso, fazêm-no de uma maneira emocional que depois as pessoas recordam com facilidade. A música, como ocorre com a pintura, estarão sempre presentes na sociedade e poderão chegar a os diferentes setores, embora o problema já fosse solucionado, mas serviriam, então, como um ícone para evitar que alguma injustiça voltasse a acontecer. 

Por outro lado, a oratória foi desde há muitos anos o ponto forte dos representantes e das pessoas que lutam por ter um presente, e se calhar, um futuro melhor. Por isso, outra forma de resposta às falências sociais e políticas é a elaboração de um discurso emotivo e bem argumentado que teria de ser recitado em público ou, incluso, ou impresso em cartazes para que chegasse ao maior número de pessoas possível. Para além disto, o ideal seria utilizar recursos como a ironia, já que deste jeito os governantes perceberiam melhor o que teriam de fazer bem e até é possível que o tomassem como um reto. 

Em conclusão, quando há falências sócio-políticas é bom manifestar-se e opinar porque quase sempre e somente deste jeito se conseguem solucionar os problemas.

Felicidade, sucesso e insucesso

É possível alcançar o sucesso de distintas maneiras, mas realmente, com uma só basta. O caminho que leva ao sucesso está ligado à busca e à concretização da felicidade.

Nem todas as pessoas de êxito são felizes, porém não há pessoa feliz que não haja alcançado dito êxito. As pessoas deveriam perguntar-se o que é a felicidade.

Há muitas definições de felicidade e, ainda que muitas delas tenham uma parte certa, deveríamos focar a perspetiva psicológica. A felicidade é equivalente à vivência frequente de sucessos positivos.

Portanto, para nós, uma pessoa feliz é aquela que experimenta amiúde um estado de bemestar emocional. Uma pessoa que goza de felicidade poderia caracterizar-se por ter confiança em si mesma, por ser otimista, autossuficiente e social.

Da mesma maneira que com a felicidade, existem várias definições de êxito, contudo, a mais comum é conseguir aquelas coisas que a sociedade e a cultura na qual vives valoriza.


Fonte:pinterest.com

O sucesso pode levar à felicidade, mas também uma pessoa pode ser infeliz apesar de ter êxito em algum aspeto da sua vida. No entanto, ainda que o sucesso não traga a felicidade totalmente, a felicidade sim pode trazer o êxito.

Isto deve-se ao facto de que sentir emoções positivas implica que a vida corre bem, que não há problemas graves que precisem da nossa atenção, pelo que podemos dedicar essa ausência a construir e expandir as nossas relações e recursos.

A partir de numerosos estudos psicológicos podemos observar a tendência das pessoas que se consideram felizes em diferentes âmbitos, por exemplo o trabalho, relações sociais e saúde.

As pessoas passam uma grande parte do seu tempo trabalhando já que o emprego é importante e necessário para gerar receitas. Os trabalhadores felizes dispõem de vantagens em relação aos menos positivos, são mais profissionais, rendem mais nos seus trabalhos e têm melhor relação com os seus colegas.

Quanto às relações sociais, é importante pertencer a um grupo, a amizade, por exemplo, é um dos principais elementos necessários para se ser feliz. Uma boa vida social cheia de atividades divertidas e variadas em companhia pode fomentar um melhor bem-estar.

Sem dúvida, o aspeto no qual mais influencia a felicidade é na saúde, tanto mental como física. As pessoas felizes não têm tanto perigo de ter doenças mentais, depressões, ataques de ansiedade e inclusive foi demonstrado que diminuem as possibilidades de ter cancro, além de ajudar à recuperação.



Fonte: pinterest.com

O êxito também tem o seu contraponto, já que pode tornar-se viciante. Uma pessoa obcecada em ter sucesso, pode deixar de ser feliz quando as suas metas são demasiado altas, tudo deve estar em equilíbrio.

Em conclusão, as pessoas com emoções e atitudes positivas são mas felizes e fazem frente as situações difíceis de maneira mais eficiente e sobre
tudo têm muito mais êxito.

A importância de aprender português

Aprender uma língua é sempre benéfico para diversos aspetos da tua vida. No caso do português, estas são algumas das razões pelas quais deverias escolher esta língua como L2. 

O português é a língua oficial de oito países do mundo, entre os quais encontramos o Brasil, Moçambique, Portugal, Angola e Guiné Bissau, isto é, o português está espalhado pelos quatro continentes e estima-se que quase 250 milhões de pessoas o falam. 

Focando benefícios a nível académico e laboral, o português é usado em conferências, negócios internacionais, comércio... Pode inclusivamente ajudar a obter uma promoção devido a que o conhecimento de outros idiomas facilita a comunicação com clientes estrangeiros na sua língua materna, e se tiveramos em conta que és o único capaz de falar essa língua, serás mais indispensável. O domínio doutras línguas facilita as possibilidades de viajas, já que és mais competitivo e também e possível que recebas um aumento de salário. 

O mais importante não é só o relacionado com o trabalho, mas os benéficos pessoais que traz consigo: a satisfação de poder viajar ao estrangeiro e conhecer a cultura, costumes e tradições dum país sem necessidade da ajuda dum guia ou tradutor; a aproximação com os países vizinhos quanto à diplomacia e à cultura e, o mais interessante, a independência e confiança que ganharás quanto à comunicação com estrangeiros. 

Outro aspeto a ter em conta são as viagens e os hobbies. Se vais de viagem a um lugar onde falem uma língua diferente da tua mas que conheces, a experiência será mais enriquecedora, além de poderes ser mais amável com os habitantes. Se te apaixonam a cozinha e a música, poderás desfrutar de receitas únicas doutros países e de diferentes culturas musicais como por exemplo a ópera; divertindo-te ao mesmo tempo que praticas o idioma.

Fonte: pinterest.com

Quanto aos benefícios académicos, a tua mente estará motivada a pensar de distintas maneiras e a obter uma melhor comunicação ajudando a resolver os problemas de modo mais rápido e flexível. Para além disso, as tuas capacidades aumentarão ao mesmo tempo que também o farão as tuas qualificações e incrementarão as possibilidades de obter uma bolsa Erasmus ou Bilateral em países de fala portuguesa. 

Também há outros benefícios como apreciar a arte de modo diferente, falar um novo código, poder ver notícias doutro país e analisá-las de outra perspetiva. Uma vez tendo aprendido uma segunda língua, será muito mais fácil aprender outras. Neste caso, o português é de origem latina por conseguinte, ajudará a aprender outras línguas com a mesma raiz. 

Para finalizar, consideramos, desde um ponto de vista filológico, que a aprendizagem duma língua é a base da educação, trabalho, e vida social de todo indivíduo.

terça-feira, 10 de maio de 2016

"Multado por dar de comer a pobres e cegos"

Nesta ocasião comentaremos um artigo que se publicou há umas semanas num jornal português. O dito artigo mostra como uma boa ação pode implicar um castigo. Nesta ocasião, ajudar seis pessoas carenciadas mais do que o acordado com a Segurança Social significa ser multado com 6300 euros.
Em primeiro lugar, considero uma injustiça multar um Centro Social por apoiar aqueles que verdadeiramente precisam. O dito Centro, junto com a Paróquia de S. Martinho das Moitas, está a realizar um trabalho que proporciona aos carenciados uma vida melhor. De acordo com o último estudo levado a cabo pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fame, Portugal conta com 390.900 pessoas carenciadas. Consequentemente, a atenção domiciliária é primordial para o desenvolvimento destas pessoas.
Em segundo lugar, em relação com o mencionado anteriormente, não acredito que a ajuda a um ser humano esteja condicionada por um acordo que exclui alguns que também necessitam. É verdade que o país lusófono arrasta uma crise desde 2011 que perdura até a atualidade; porém, creio que o governo deve garantir que toda a população possa desenvolver-se como pessoa e ter uma vida justa e digna. Além disso, os cidadãos têm a responsabilidade de assegurar que o governo se mantenha responsável e proteja os direitos humanos. É trabalho de todos conseguir uma vida mais satisfatória para eles. Se não somos capazes de consegui-lo, não poderemos falar duma sociedade justa e igualitária.
Por outro lado, é difícil crer que uma ação que proporciona ajuda possa ser multada. Porém, existem na sociedade outras “injustiças” que provêm de ótimas ações. Por exemplo, o fato de impedir uma ordem de despejo, na Espanha, ou dar comida aos pobres na rua, nos Estados Unidos, é considerado delito. É curioso como ajudar o próximo se está a converter numa “má” ação. Contudo, o pior é ver que as pessoas não se opõem a estes factos e que permitem que este tipo de coisas continuem a acontecer. Os direitos humanos estão a ser quebrados e acho que é o momento de nos mostrarmos mais críticos com os governantes que nos dirigem como povo, mas também com nós mesmos e com o que nos rodeia.
Para uma família ou para as pessoas que vivem isoladas tem de ser muito complicado observar como as ajudas não são suficientes para lhes proporcionarem a estabilidade que necessitam. Além disso, nas pessoas há uma sensação de que os prejudicados são sempre os mesmos, quer dizer, os que menos recursos têm são os que sofrem as piores consequências. Penso que essa sensação é real, pois não acredito que num país em crise os governantes continuem a cobrar o mesmo enquanto as subvenções para os carenciados se reduzem. Como dizia o conde de Mirabeau: “o governo não se fez para a comodidade e o prazer dos que governam”.
Em resumo, como expõe o artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure a si e à sua família saúde e bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica, e ainda, aos serviços sociais necessários". Em resumo, considero que não é coerente castigar uma ação que está a garantir um direito fundamental das pessoas. Pelo contrário, creio que seria melhor reunirmos forças para lutar entre todos por uma sociedade justa e igualitária em que cada indivíduo se possa desenvolver como pessoa. Como dizia o político e escritor cubano José Martí: “ajudar a pessoa que necessita não é só parte do dever, mas da felicidade”.
Fonte: Flickr

Buscando a felicidade numa vida melhor

A migração interna, quer dizer, quando uma pessoa muda duma região para a outra mas dentro do próprio país em busca duma vida melhor, é uma realidade cada vez mais presente na Espanha. Desde 2008 a migração exterior e interior foi aumentando por causa da crise económica do país até a atualidade.
Na minha vila muitas pessoas decidiram migrar para as cidades, com a esperança de encontrar um trabalho que lhes proporcione estabilidade económica necessária para poder viver dignamente e poder desenvolver-se como pessoas. Porém, muitas vezes os resultados não foram os esperados. Talvez não imaginassem ou não pensassem que a maior parte dos trabalhos que oferecem as cidades requerem formação específica e, também, experiência prévia. Não obstante, alguns tiveram sorte, conseguiram um trabalho e puderam estabelecer-se na cidade. A vida melhor que procuravam estava a fazer-se realidade. É o caso duma amiga da minha mãe. Ela trabalhava numa loja de roupa mas, com a crise, a loja fechou e não tinha dinheiro suficiente para sobreviver. Então, decidiu viajar para a capital, Madrid, e buscar ali um futuro melhor. Lá foi contratada para trabalhar como advogada num gabinete, pois tinha feito a licenciatura ao mesmo tempo que trabalhava na loja. Deste modo, alcançou uma profissão reconhecida e pôde formar ali uma família.
Em contraposição, outras pessoas vieram à minha vila com a intenção de fugir da agonia e do alvoroço das cidades. Buscavam uma vida mais tranquila para as famílias e um novo meio em contato com a natureza, longe da poluição das urbes. Lembro-me duma família que começou uma nova etapa com os filhos; adoravam tudo o que antes não tinham: a calma, falar com as pessoas na rua, a cultura própria, os costumes, a natureza... Enfim, o modo de viver. O certo é que há uma visível diferença entre uma cidade como Barcelona e uma vila do centro de Galiza. Contudo, a adaptação deles foi muito rápida, e em pouco tempo, abriram um negócio de restaurantes que teve um considerável êxito entre os vizinhos. Os anos passaram e eles conseguiram formar uma vida afastada da cidade e, também, uma estabilidade económica num lugar que outros abandonavam pela mesma razão.
Em síntese, nestas situações observamos dois tipos de migração interior, do rural para a cidade e da cidade para o rural, com o mesmo objetivo, ou seja, buscar uma vida melhor. A diferença está no que cada pessoa considera como “vida melhor”. Não temos um sentir comum, isto é, uns buscam a felicidade e a estabilidade num meio saudável, fugindo do ruído e do stress da cidade e outros correm para as cidades tentando cumprir os seus sonhos. Não obstante, é verdade que em períodos complicados a urbe parece a opção mais apropriada para buscar um futuro, já que oferece multitude de oportunidades e serviços. Porém, considero que é ótimo ter estas duas variantes para que nenhuma zona fique sem habitantes. A vida nas vilas e aldeias, junto com os trabalhos na agricultura ou no comércio, são tão necessários como os que se realizam na cidade. Nem sempre onde há mais oportunidades é onde está a solução. “ A cidade maior está dentro da nossa mente”.
Fonte: Pinterest

O novo e perigoso mundo da juventude

As redes sociais abriram um novo caminho dentro das relações pessoais e também muitas vantagens no que diz respeito às formas de comunicação. Não obstante, começa a produzir-se uma prática preocupante entre a juventude. Estamos a falar do acosso que estão a sofrer muitos jovens por parte de outros que se escondem detrás de perfis anónimos.
É verdade que as redes sociais estão melhorando a cada momento no tocante à segurança dos usuários. Porém, o número de casos de acosso e discriminação continua a aumentar. O que em muitas ocasiões começa na escola acaba por transcender a este mundo virtual sem que ninguém possa das uma solução. Apesar das diversas campanhas relacionadas com fazer um uso responsável destas redes, a mocidade continua sem se consciencializar. Acho que é tempo de nos preocuparmo deveras com este problema que nos afeta a todos.
Fonte: Google
Em primeiro lugar, creio que os primeiros que têm que intervir no assunto são os pais, pois devem criar os seus filhos numa educação baseada no respeito, na igualdade e na fraternidade pelos demais. E, também, devem ser os primeiros a castigar e condenar este tipo de comportamento negativo. É trabalho deles, mas também dos educadores. A escola deve inculcar uns valores aos alunos nos quais prevaleça a consideração pelos demais. Por outro lado, é necessário que os governos e as instituições se preocupem mais por estes temas, deixem de debater entre eles e lutem todos juntos na busca por uma solução radical e definitiva. É o momento de unirmos forças para conseguir uma sociedade mais digna na qual nenhum jovem tenha medo pelo simples facto de ligar o computador.
Em segundo lugar, não podemos esquecer-nos das consequências tão graves que provocam este tipo de comportamentos nas pessoas que o sofrem. O suicídio, é para muitos deles, o desenlace. A sua vida converte-se numa espiral de medo, ansiedade, solidão, tristeza, angústia... Por este motivo, devemos prestar atenção e denunciar qualquer tipo de indicio sobre este assunto. Em consequência com o dito anteriormente, considero que as penas por este tipo de delito deveriam de endurecer-se, castigando, assim, por mínimas que fossem, qualquer tipo de ameaças nas redes sociais.
Fonte: Google
Em resumo, os novos mundos e caminhos que se abrem ligando o computador podem ser perigosos. Não obstante, somos nós mesmos os responsáveis, pois devemos pensar nos demais antes de atuar e fazer uso das redes sociais. Além disso, devemos reclamar uma boa educação e uns castigos exemplares para pôr fim a um problema que nos concerne a todos como membros duma sociedade. “Remember always that you not only have the right to be an individual, you have an obligation to be one.


Existem mais desportos que o futebol


Na madrugada do passado dois de abril o desportista espanhol Javier Fernández conseguia alcançar a medalha de ouro no mundial de patinagem artística celebrado em Boston. Quando ninguém confiava na sua vitória, já que o japonês Yuzuru Hanyu ocupava a primeira posição com doze pontos de vantagem, o espanhol surpreendeu com uma exibição perfeita logrando, assim, o campeonato.
Fonte: RTVE
A seguir, tentaremos dar a conhecer este artista do patinagem mundial. Javier Fernández é um moço madrilenho nascido o 15 de abril de 1991. Apesar dos seus êxitos desportivos, dos que falaremos mais adiante, Javier manifesta que continua a sentir-se um moço humilde apaixonado pela sua cidade natal. Atualmente, mora em Toronto onde estuda e formação, motivo pelo qual sente saudade de estar tão longe da família e dos amigos. Entre os seus hobbies destacam-se jogar videojogos e o futebol (Real Madrid). Além disso, declara a sua admiração pelo tenista espanhol Rafael Nadal que considera um referente, pela sua luta e perseverança. Com respeito aos seus êxitos desportivos mais importantes, Fernández foi campeão europeu quatro vezes (2013, 2014, 2015, 2016), campeão mundial duas (2015, 2016) e várias vezes campeão de Espanha em diferentes categorias. Estamos a falar, provavelmente, do melhor patinador espanhol da história, ao qual só falta um título olímpico para completar o seu palmarés. Contudo, não parece suficiente para que o seu trabalho, esforço e dedicação sejam reconhecidos como merece.
No sábado, dois de abril, na Espanha disputava-se o jogo de futebol entre o Barça e o Real Madrid. Todos estamos de acordo com o fato de ser o evento desportivo com mais espectadores do mundo. Não obstante, é indigno que as telecomunicações dediquem mais tempo ao futebol, que ainda não se jogava, que à notícia do campeão do mundo de patinagem artística. Não imagino a cara de Javier Fernández vendo o pouco interesse que mostram pelo seu trabalho. Deve ser frustrante! Como se não fosse suficiente o pouco apoio institucional! A verdade é que não só ocorre esta situação com este desporto, muitos outros como a natação sincronizada, a ginástica rítmica, a esgrima...Em definitiva, todos os que não sejam o que chamam o desporto rei (futebol) sofrem o mesmo.
Considero que também nós somos os culpados deste tipo de situações, quer dizer, não somos capazes de valorizar o esforço e o trabalho que há detrás duma atuação perfeita como a que realizou o espanhol. Apesar de ser uma apaixonada do futebol, acho que, ainda que não seja o Messi nem o Cristiano Ronaldo, é um campeão do mundo do qual nos tínhamos que sentir orgulhosos. Por este motivo, desde este blogue quero felicitar Javier Fernández pela sua magnífica atuação e pela medalha de ouro alcançada. A modo de reflexão, gostaria de finalizar com uma declaração da ginasta espanhola Almudena Cid que diz: “Se a ginástica rítmica fosse fácil, chamar-se-ia futebol”.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Trabalhar em Portugal, uma opção para os médicos galegos





A APSEP (Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis de Portugal) publicava em 2007 uns dados que mostravam que cerca de 3.000 médicos de Saúde pública portuguesa eram espanhóis, dos quais 1.200 eram galegos. O maior fluxo de pessoal produziu-se entre os anos 1998 e 2004, e teve a ver com as dificuldades de acesso ao trabalho e formação que existem para os médicos na Espanha. Em 1999, uma empresa galega, a Cosaga, começou mesmo a administrar clínica e financeiramente o hospital trasmontano de Valpaços. 
Hoje em dia, e apesar de as condições não serem tão favoráveis como há dez anos, muitos médicos continuam a preferir o sistema português, e ainda há uns 700 médicos galegos trabalhando no país luso, a maior parte dos quais continua a viver na Galiza e cruza a fronteira todos os dias. Os profissionais de Saúde são unânimes em afirmar que Portugal, não obstante pagar menos aos médicos do que a Espanha (uns 1000 euros concretamente), oferece ao pessoal médico melhores condições de trabalho. A possibilidade de aceder a uma vaga fixa com um contrato indefinido atrai muito médicos espanhóis, que têm de enfrentar a instabilidade do sistema espanhol, onde a maioria dos contratos são temporários. 
Enquanto o sistema de Saúde espanhol está saturado e não oferece  vagas suficientes, no português ocorre o caso oposto: há lugares, como as povoações do Norte do país, ou as zonas do Algarve e o Alentejo, onde não se preenchem as vagas requeridas pelos Centros de Saúde. Segundo o presidente da associação (APSEP), o galego Xoán Gómez Vázquez, a falta de mobilidade dos médicos portugueses, que preferem trabalhar nas grandes cidades, é outro dos motivos para que não sejam cobertas todas as vagas. Os médicos portugueses também optam por emigrar para países como a Inglaterra ou a França onde os salários oferecidos são muito maiores que em Portugal.
A privatização da Saúde que se está a viver na Espanha não só está a afetar os médicos, mas também os estudantes de Medicina. Muitos deles encontram sérias dificuldades para se especializarem, uma vez que na Espanha quase não há vagas em determinadas especializações, tais como Pediatria ou Cirurgia Plástica, que são muito requisitadas e, portanto, decidem fazer a especialização em Portugal, onde sobram vagas. 
Contudo, Portugal tão pouco se salva da má situação que está a viver a Saúde. Desde a implementação das medidas de austeridade no ano 2011, as condições deixaram de ser tão favoráveis. A carga fiscal que o Governo português está a realizar por meio da Segurança Social e dos impostos, ou com medidas como a Taxa de Solidariedade, fez diminuir consideravelmente o número de médicos que cruzam a fronteira. Um exemplo disto é a falta de cobertura das últimas 115 vagas para médicos de família, oferecidas este ano pelo Governo português em povoações do Norte, das quais 35 vão ficar sem cobrir, e para as quais só se apresentaram 7 médicos espanhóis.

Projeto Mars One




Quando em meados de 1997 a sonda espacial Sojourner enviou para a terra as primeiras imagens da superfície do planeta Marte, o empresário holandês Bas Lansdorp era ainda um estudante. Desde o momento em que as viu, ele soube que tinha um objetivo na vida: chegar a Marte de alguma forma. Lansdorp acabou por graduar-se em Ciências e Engenharia Mecânica, na universidade de Twente, e fundou uma empresa de energia eólica em 2008, a Ampyx Power. Três anos depois, venderia uma parte das suas ações para trabalhar no seu sonho. Hoje, com 38 anos, Lansdorp dirige o Projeto Mars One, uma associação não lucrativa que pretende criar uma colónia auto-suficiente e permanente em Marte, com quatro pessoas, para 2025. 

Desde a década de 1980, várias gerações de astronautas da NASA têm treinado para tal expedição ao planeta vermelho, que está prevista para 2030. Lansdorp não só quer antecipar-se à NASA, mas também que os seus exploradores não voltem. Esta iniciativa, que tem como objetivo enviar quatro colonos a cada dois anos, a partir de 2025, criando assim uma comunidade marciana, tão pouco conta com o financiamento de algum governo. Ela existe mediante o patrocínio de empresas e graças aos direitos de transmissão de documentários para a TV. 

Para recrutar os futuros colonos, em 2011 Mars One lançou uma convocatória, recebendo mais de 200.000 solicitudes. Mediante questionários, um vídeo onde explicavam os seus motivos para se mudar ao planeta, e algumas provas médicas, foram selecionadas 705 pessoas. 
O passo seguinte foi realizar entrevistas individuais e proporcionar aos candidatos uma tarefa a aprender. Os que passaram estas provas tiveram de responder a questões sobre a vida quotidiana e realizar uma prova psicológica. O estado mental dos participantes é muito importante, já que os selecionados vão ter de passar o resto da vida juntos num espaço reduzido, portanto, procura-se formar um grupo homogéneo com pessoas emocionalmente equilibradas. 

Os 24 finalistas, que foram determinados no passado ano, receberam um contrato com Mars One, e tiveram de passar por um treino intensivo, que inclui três meses por ano de confinamento num habitat simulado, o estudo de disciplinas como física, biologia ou botânica, além de receberem uma  instrução aeroespacial apropriada. Apenas os que superarem este treino terão sérias possibilidades de ir a Marte.
Este ano, vão-se determinar quem são os quatro eleitos, os quais deverão cumprir mais nove anos de treino rigoroso, durante os quais aprenderão a cultivar os seus próprios alimentos, a dar mantimento a unidades de suporte vital e a dar atenção e seguimento aos experimentos, além de se prepararem para assimilar psicologicamente o desafio.
Como é normal, são muitas as vozes que questionam a viabilidade de tal projeto. Existem inúmeros perigos, tais como a radiação cósmica, 200 vezes maior que na terra, a atrofia muscular e desmineralização óssea devido à ausência de gravidade bem como outros pequenos “detalhes”. A forma de produzir água e oxigénio também está a apresentar um problema, o qual os científicos de Mars One estão a tentar resolver, desenvolvendo uma forma de os extrair da água congelada que há no planeta.
Não obstante, no que todos os especialistas estão de acordo é que os problemas técnicos podem não ser nada em comparação com o problema da convivência dos colonos, daí a importância de encontrar o grupo de pessoas perfeito. Contando com os satélites que porão órbita, em 2018, a instalação duma estação espacial em Marte e a primeira viagem, a expedição terá um custo de 6.000 milhões de dólares, e estaria em perigo de não escolher bem aos futuros colonizadores de Marte.

 

Hábitos e modos de vida da juventude

"Ao encorajar as pessoas a conectar mais aparelhos, o que vai acontecer ao antigo contacto humano  de cara a cara?"
"Encontrei uma aplicação para isso ontem..."

Os hábitos de vida mudaram consideravelmente nos últimos tempos por causa da globalização e das mudanças que ela acarreta consigo. O século XXI veio carregado de novidades muito práticas para alguns, mas desconcertantes e desumanizadoras para outros. É que nem toda a gente está a favor de mudar os seus costumes por outros tão questionáveis como os costumes modernos, que parecem ser uma ajuda ao princípio, mas logo depois se convertem numa necessidade que pouco a pouco vai afastando a qualquer pessoa daquilo que de verdade importa na vida.
Uma maneira de perceber com claridade esta mudança que veio a acontecer nas últimas décadas é olhando as diferenças que há entre as pessoas mais velhas e os jovens. Hoje, poder-se-ia dizer que existe uma barreira quase intransitável entre avós e netos: nem um ancião compreende muito bem o que o seu neto faz, nem o rapaz ou rapariga sabe porque é que os seus avós falam dessa maneira. A principal causa disto é a diferença de valores, que é prova da enorme diferença que há entre a actualidade e a época que lhes tocou viver. Antes, os avós tinham que trabalhar desde de manhã até à noite para sustentar a família inteira, com menos recursos e muitas mais dificuldades. Não havia uma saúde tão boa, nem uma oferta de trabalho tão grande, nem era tão fácil obter as coisas necessárias para o dia-a-dia. Tampouco havia infra-estruturas de transporte tão desenvoltas, e só umas poucas pessoas tinham a possibilidade de estudar. 
Parece que agora vivemos muito mais seguros, com mais comodidades e o tempo livre é maior do que antigamente. O certo é que a segunda metade do século XX estabeleceu mudanças muito positivas para a melhoria das condições de vida da gente, por comparação com aquelas tão difíceis de antigamente. Mas o desenvolvimento acelerado das novas tecnologias que surgiram nos finais do século XX e começos do século XXI veio acentuar de uma maneira negativa esta diferença natural existente entre pessoas de diferentes gerações. Fenómenos como as redes sociais ou o whatsapp mudaram as relações entre pessoas até ao ponto de separar jovens de anciãos dentro de cada nação como se pertencessem a culturas diferentes, com diferentes línguas. 
Estas modernidades, embora sejam coisa da juventude, não resultam estranhas apenas aos olhos das pessoas mais velhas. Às vezes, são os próprios jovens que se surpreendem quando dão com uma nova invenção, criada para  uso recreativo ou para fazer a vida mais fácil do que já é. Isto é um sinal claro de que as tecnologias estão a ocupar mais espaço do que elas deveriam na vida das pessoas. Mas, quantos são aqueles que se sentem atraídos pela novidade e quantos são os que as desprezam? Que percentagem da juventude se limita a fazer uso de todos estes aparelhos sem refletir e quantos são aqueles que questionam o seu valor material e moral?
Acho que poucos são os que rejeitam por completo o uso destas tecnologias em comparação com aqueles que as usam sem pensar que talvez sejam vítimas delas e da sua desumanização. E não há muita gente que pense antes de comprar se vale a pena gastar dinheiro em aparelhos que custam mais do que manter uma família por meses para logo ficarem estes em desuso ou perderem o seu valor em muito pouco tempo. O tempo também deve ser considerado: às vezes ganhamos tempo, como quando escrevemos um trabalho no computador, para depois perder muito mais nas redes sociais. Há que apreender a dar o valor que cada coisa merece e isso pode-se conseguir refletindo e prestando alguma atenção aos conselhos dos anciãos. Eles sabem melhor do que nós o que em verdade é necessário e o que não o é, e que piores tempos podem voltar.
Thoreau, na sua obra intitulada Walden, falava das necessidades do ser humano e de como estas mudaram com o passar do tempo. Para explicá-lo mencionava uma história do naturalista Darwin, o qual contava que "em sua equipe os homens bem vestidos sentiam frio sentados junto a uma fogueira, enquanto os selvagens da Terra do Fogo que se encontravam nus à distância, para surpresa geral, "suavam em bica padecendo tal churrasco". A seguir, o escritor norte-americano fazia a seguinte reflexão: "será impossível combinar a resistência física dos selvagens com a intelectualidade dos civilizados?"

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Manoel de Oliveira: 1908 - 2015

Não queria deixar passar em branco, aqui no blogue, a notícia da morte de Manoel de Oliveira, um dos mais reconhecidos e respeitados cineastas portugueses, que também viveu na Galiza parte da sua infância. 
Manoel de Oliveira morreu no passado dia 2 de abril, com a extraordinária idade de 106 anos, o que fazia dele o mais velho realizador do mundo ainda em atividade. Manoel de Oliveira somou mais de 80 anos de carreira, abrilhantados com dezenas de prémios e distinções nacionais e internacionais. Em 2008, foi-lhe prestada homenagem no Festival de Cannes e, quatro anos antes, Veneza atribuiu-lhe um Leão de Ouro, consagrando, assim, a sua carreira como realizador. 
Manoel de Oliveira dizia que queria fazer filmes até morrer. Assim foi. A última curta-metragem do cineasta português, "O Velho do Restelo", estreou-se em dezembro de 2014. 
A melhor homenagem que podemos fazer ao Mestre do cinema português é assistir aos seus filmes, entre os quais destaco "Aniki-Bobó" (1942), "O Acto da Primavera" (1963), "A Divina Comédia" (1991) e "Vale Abraão" (1993). 
 Deixo-vos algumas ligações para reportagens e filmes.

 

Ligações úteis:

- http://pt.euronews.com/2015/04/02/morreu-manoel-de-oliveira/
- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=183160
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=183199
- http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=817287&tm=4&layout=121&visual=49
- http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/um-filme-falado/manoel-de-oliveira-com-o-manoel-tudo-era-muito-singular
- http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/manoeldeoliveira/2015-04-03-Manoel-de-Oliveira-segundo-os-atores 

- https://www.youtube.com/watch?v=1Dv1OpvG5E0
- https://www.youtube.com/watch?v=7e5-3o7GwAg
- https://www.youtube.com/watch?v=9D-H3YX60ts
- https://www.youtube.com/watch?v=ViYWJ48E7AE

sexta-feira, 20 de março de 2015

Hábitos e modos de vida da juventude (grupo 4)



Neste artigo vamos escrever sobre os hábitos e os modos de vida da juventude, centrando-nos principalmente no desemprego e nas suas consequências.

Em primeiro lugar, gostávamos de dizer que o conceito de “juventude” tem-se construído, como objeto de estudo, atendendo a distintas perspetivas: psicológicas, pedagógicas, sociológicas, etc. Os resultados de muitos estudos apontam para graves problemas nos os jovens, como o abuso de álcool e o consumo de drogas, o fracasso escolar, gravidezes não desejadas no caso das meninas, etc. Ou seja, uma série de problemas que afetam não somente os jovens, mas também pais e professores, portanto, são problemas que passam a ser parte da sociedade atual.


Por um lado, é preciso termos em conta a idade. De acordo com Lloret (1998), “ os anos nos têm e nos fazem crianças, jovens, adultos ou velhos, e pertencer a um grupo de idade significa ter que se adequar a um conjunto de coisas que podemos ou não fazer”. A idade é, portanto, somente um conjunto de anos que vamos juntando num processo linear, mas que determina expetativas e comportamentos. Além disso, é importante termos em conta as condições sociais em que vive a juventude. No que respeita ao desemprego, em Espanha há atualmente perto de 900 000 jovens desempregados, o que representa um passo para a frustração e o desânimo.

Importa dizer que não há muitas diferenças entre Espanha e Portugal no que respeita às taxas de desemprego. Segundo um estudo recente, Portugal é o segundo país da União Europeia com maior desemprego, depois de Espanha. O desemprego em Portugal alcança os 15 % e em Espanha os 23 %, aproximadamente. Estes dados estatísticos de desemprego não afetam apenas os adultos, mas também a juventude, já que destroem muitas ilusões que os jovens têm para com o futuro, como a independência económica ou a formação de uma família estável. O conflito muitas vezes é claro: as empresas buscam gente jovem muito qualificada e com experiência, e os jovens, em muitas ocasiões, não cumprem essas condições, pelo que se fecham muitas portas para eles. Para que a juventude não caia no desânimo, seria bom incentivar as empresas para que contratem gente nova. Segundo uma notícia recente, a UE tem previsto investir 6 000 milhões de euros até 2020 para reduzir o desemprego jovem.

Como conclusão, é importante destacar que é preciso que os agentes sociais e económicos façam um esforço para motivar aos jovens a continuarem a sua formação, quer estudando na universidade ou, no caso de não quererem, facilitar-lhes a sua inclusão no mercado de trabalho. É um objetivo muito complicado, mas é preciso garantir as mesmas oportunidades para a juventude, independentemente da sua condição económica ou social. Desta maneira, evitar-se-á que caiam na desesperança e, assim, podem, se quiserem, começar a construir o seu futuro tanto a nível profissional como pessoal.



Bibliografia:

- Cintra, L. / Cunha, C. (1984). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.

- Conjuga-me: Conjugação de verbos regulares e irregulares, [em linha] [disponível na Internet] URL: http://www.conjuga-me.net/.

- Dicionário Priberam, [em linha] [disponível na Internet] URL: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx.

- Lloret, Caterina (1998). «As outras idades ou as idades do outro» In Jorge Larrosa e Nuria Pérez de Para (org.). (1998) Imagens do outro. Petrópolis: Vozes. [disponível na Internet] URL: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3215902.