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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A GEOGRAFIA DE PORTUGAL

Portugal é um estado localizado na Europa ocidental. A sua área continental está localizada na Península Ibérica. O país faz fronteira ao sul e oeste com o Oceano Atlântico por 1.793 quilómetros de costa. A leste e norte Portugal faz fronteira com Espanha.

Apesar do tamanho desta fronteira, Portugal não reconhece o espaço entre a fronteira do rio Caia e Cuncos desde a anexação do território de Olivença pelo reino de Espanha, em 1801. Esta área é reivindicada por Portugal, mas é oficialmente parte da província espanhola de Badajoz.


Portugal é dividido em dois por seu principal rio, o Tejo. O norte de Portugal tem uma paisagem montanhosa nas zonas do interior. No sul, as planícies permitem o desenvolvimento de áreas agrícolas férteis.

 Entre o Minho e o Douro pode ser encontrado, de oeste para leste, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, na fronteira com a Cabeça de Meda (Cabeça de Meda, 1.316 m). Depois, encontramos a fronteira serra de Xurés / serra do Gerês e mais ao sul, sempre nesta área ao longo do rio Douro, está a serra da Cabreira e a sul de Bragança, a serra de Nogueira. Um pouco mais ao sul, em direção à fronteira espanhola, vemos a serra de Mogadouro.
Os picos mais altos do país estão na serra da Estrela, que não é senão uma serra que prorroga o Sistema Central espanhol. O ponto mais elevado é a Torre, na serra da Estrela, com 1993 metros de altitude. O monte Malhão alcança os 1991 m.

A sul do Tejo até ao Algarve, a paisagem é plana. As poucas montanhas são de baixa altitude. O monte mais alto, o Foia, tem uma altura de 902 metros. Há ainda áreas pantanosas como os vales mais baixos do Tejo e Sado.

A costa portuguesa é extensa e tem 943 km em Portugal continental, 667 km nos Açores e 250 km na Madeira e as Ilhas Selvagens. A costa portuguesa tem muitas praias e as praias do Algarve são uma das mais famosas do mundo.

Os principais recursos naturais de Portugal são: peixes, florestas e silvicultura, ferro, urânio, mármore, terras aráveis e a energia hidroelétrica.

As cidades mais importantes de Portugal são: Lisboa, Porto, Braga, Funchal, Coimbra, Aveiro, Guimarães e Viana do Castelo.

Portugal tem muitos visitantes por ano, é um país muito económico e podes saborear muita boa comida e muitos bons produtos feitos no país.

Etnografia de Portugal

A cultura de Portugal está enraizada na cultura latina da Roma antiga com influências celtas e semitas. Há muito tempo que Portugal está aberta para o mundo. Portugal recebeu pessoas de diferentes origens: Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos (que deixaram a língua falada no país), povos nórdicos e povos de Mauritânia.

No final do século XIII, D. Dinis criou a primeira universidade em Portugal, uma das mais antigas da Europa.

Apesar de tantas misturas, este país é dos mais antigo da Europa. Portugal faz parte da União Europeia desde 1986, mas isso não impede de continuar construir as suas próprias forças.

A GASTRONOMIA EM PORTUGAL

Desde o bacalhau em mil e uma versões, aos pratos de marisco, passando pelos arrozes do norte, as cataplanas do Algarve ou os pastéis de Belém... a gastronomia de Portugal apresenta-se tão variada como antiga.

A gastronomia portuguesa pode enquadrar-se na chamada “cozinha mediterrânea”, localizada geograficamente na zona do Mediterrâneo, e baseada sobre tudo em três elementos: o pão, o vinho e o azeite. Como já mencionamos, existe uma grande variedade de pratos, sabores, texturas, cheiros… que podem dever-se, por exemplo, à influência das ex-colónias portuguesas da Ásia, África ou América, visto no seu uso de especiarias como o piri-piri, a pimenta ou a canela, entre muitas outras. Também é digno de mencionar que, apesar da catalogação como “cozinha mediterrânea”, na cozinha portuguesa o uso de lentilhas ou beringelas é escasso , ao contrário do que acontece noutros países.
Esta cozinha tem sabido preservar certamente as suas raízes e tradições com um plantel de comida proveniente do mar ou camponesa, por assim dizer, sempre dentro de uma cozinha caseira e tradicional.

Portugal é um país percorrido de norte a sul pela costa e é por isto que o peixe e o marisco sejam a base da sua alimentação. Entre seus ingredientes podemos destacar o uso de alho, ervas aromáticas como a salsa, o açafrão e inclusive o gengibre.

Uma vez sentados à mesa, prontos para comer, o típico no país luso é servir de entrada uma sopa, entre as quais se destacam o “caldo verde” (que tem couve picada finamente e batata) e a sopa de nabiças.

Depois da entrada, e já como pratos principais, a variedade é enorme, onde podem aparecer tanto carnes frequentemente acompanhadas por arroz, como peixe que costumam ir acompanhado por batatas cozidas. 

Mencionamos aqui os pratos mais característicos: sardinhas à na brasa; pratos guisados, como as caldeiradas ou cataplanas, de caráter são e nutritivo, entre os quais se destacam especialmente os de peixe ou marisco com arroz ou batatas, ainda que os guisados também possam ser de carne e inclusive de massa. De mencionar também o leitão, a costeleta de porco assada, sendo o porco uma das carnes mais comidas em Portugal.  O ingrediente por excelência nos pratos portugueses, o bacalhau, é um bacalhau curado e salgado que se pode cozinhar de mil e uma maneiras (frito, no forno, cozido…), como se disse no famoso programa de televisão espanhola (Masterchef): que em Portugal há uma receita de bacalhau diferente para a cada dia do ano. Destacamos que na zona do sul a gastronomia é a mais similar à mediterrânica, onde se destaca a cataplana de mariscos.
E já finalmente nas sobremesas, o prato por excelência são os chamados Pastéis de Belém, uns pequenos bolos de creme que se servem com canela. A sua receita é ainda hoje em dia secreta.

Bom proveito!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Paiva Couceiro: desde o exílio na Galiza até à cidade do Porto

Numa entrevista a Xosé Ramón Pena, realizada em 2008 pelo diário La Opinión Coruña, o filólogo galego assegurava que, durante a Guerra Civil espanhola, Portugal estudou a possibilidade de anexar a Galiza. Segundo o escritor galego, Rolão Preto, peça chave para a criação do movimento Integralismo Lusitano, tinha aconselhado Salazar a aproveitar o caos administrativo existente durante a Guerra Civil espanhola. Segundo parece, houve mesmo um plano de ação que estudou a possibilidade de levar a cabo essa anexação.
O Integralismo Lusitano era um agrupamento sócio-político tradicionalista do Portugal de começos do século vinte, partidário da restauração da monarquia, que esteve ativo e influente desde 1914 até 1932, em oposição à República Portuguesa de 1910 e ao posterior Estado Novo de Salazar. Sem chegar a considerar ou julgar ideologias políticas, o que nos chamou a atenção fui o fato da Galiza ter servido de refúgio, exílio e base de operações a importantes figuras do Integralismo Lusitano nestas primeiras décadas do século vinte; figuras como o próprio Rolão Preto ou mesmo o seu amigo e mentor político, Henrique Paiva Couceiro.
Dentro do Integralismo, o qual se inscrevia numa ideologia nacional-sindicalista, foi o militar e político Paiva Couceiro o  principal responsável por planear a restauração da monarquia portuguesa  e de chegar inclusive a conseguir a sua instauração à base de teimosia, ainda que só durante 25 dias. Refugiado na vila pontevedresa de Tui, Couceiro reorganizou um pequeno grupo de militares partidários da monarquia, realizando assim diversas incursões ao território português, entre 1911 e 1919.
Paiva Couceiro, imagem da Wikipédia 
Couceiro tinha-se notabilizado nas campanhas coloniais de ocupação em Angola e Moçambique, chegando a ser o único oficial português a ser agraciado com três graus da Ordem Militar da Torre e Espada, pelo valor, lealdade e mérito, tendo sido também proclamado benemérito da pátria. Depois do exílio do rei D. Manuel ll, logo após a implantação da República, Couceiro não reconhece as eleições de 1911. Numa carta enviada a Rolão Preto, em 1910, Couceiro assegura que no país não existem “nem crenças, nem fé”; a confusão na política portuguesa permite “frivolidades correndo ao gozo” e “plutocratas tratando da vida”, enquanto a consciência social portuguesa se desvanece. Notoriamente pouco susceptível a pusilanimidade, Couceiro não desistiu dos seus ideais de progresso e grandeza para o povo português. Reúne as suas tropas em 1911 e, logo após tomar Chaves a 4 de outubro, é derrotado pelas forças republicanas, muito superiores em número e melhor equipadas. Esta derrota obriga-o ao exílio na Galiza.
Esta contra-revolução monárquica, que contava com a simpatia dos conservadores da região Norte de Portugal, conseguiu subverter as instituições do território que ia do Minho à linha do Vouga, depois de realizar a sua última incursão em 1919. Em nome do rei D. Manuel II de Portugal, exilado na Grã-Bretanha, ela restaura a Carta Constitucional de 1826, proclamando, assim, a restauração da monarquia na cidade do Porto, a 19 de janeiro. Couceiro foi presidente da junta governativa desta chamada Monarquia do Norte, sendo ativamente apoiado pelos líderes integralistas. Este efémero regime, que durou até 13 de fevereiro, revogou toda a legislação republicana e restaurou a bandeira e o hino monárquicos. Não obstante, logo teria de enfrentar a carência de apoios fundamentais por parte da política, do exército e da sociedade portuguesa, tendo de abandonar as suas pretensões a favor da República.

Quem foi Cristóvão Colombo?



Cristóvão Colombo descobriu América no ano de 1492. Este fato, mundialmente conhecido, é totalmente verdadeiro e muito difícil de ser negado. Pelo contrário, outras informações relativas à vida pessoal do navegador, como por exemplo o seu lugar de nascimento, ficaram por esclarecer e, até hoje, foram alvo de diferentes hipóteses, que não conseguiram, no entanto, encontrar os documentos ou as provas necessárias para fazer dum conto uma história real.

Uma dessas hipóteses (talvez a mais conhecida), apoiando-se num escrito oficial encontrado no “Archivo de Simancas” e numa afirmação do escritor Pedro de Ayala, defende que Colombo era de origem genovesa. Outros estudos defendem que ele era catalão, galego e mesmo português, tendo em conta a análise dos seus escritos em língua castelhana. A proximidade destas línguas romances no século XV torna difícil a tarefa de assinalar uma procedência exacta aos achados linguísticos que contêm os escritos de Colombo, pelo que a sua língua materna poderia ser qualquer uma das três. Não obstante, de que falaremos a seguir vieram a sobrepor a hipótese galega sobre as restantes. A primeira prova advém do próprio apelido do explorador: ainda que existissem outros apelidos semelhantes noutras nações, o apelido `Colón´ só existia na província de Pontevedra, na Galiza. A segunda prova apoia-se nos nomes que receberam os lugares que ele foi baptizando e que coincidem com mais de duzentos topónimos das Rias Baixas: só um grande conhecedor dessa ria poderia fazer uso desses nomes assim.

Sabia-se que Colombo era um importante nobre, recebido pelos reis de Espanha e de Portugal antes e depois de a América ter sido descoberta. Com esta ideia em mente, o historiador viguês Alfonso Philippot começou a investigar o assunto, até que no ano 1977 encontrou evidências de um nobre que cujas semelhanças com a figura de Colombo eram evidentes: o seu nome era Pedro Madruga. As semelhanças falam por si. Em 20 de janeiro de 1486 Colombo visita os reis católicos  para lhes expor o seu projeto de atravessar o oceano Atlântico em busca das Índias; há documentação oficial que diz que Pedro Madruga estava naquele dia, na mesma hora, no mesmo lugar e no mesmo barco perante Isabel e Fernando.  Além disso, segundo a informação obtida pelo historiador viguês, Pedro Madruga morre nesse mesmo ano, isto é, quase seis anos antes do descobrimento da América. Mas o nobre não aparece morto, não é enterrado, nem é reclamado pela família: simplesmente desaparece. Mesmo apesar de ele 'ter morrido', cerca de 100 documentos reclamam-no como se estivesse vivo até o ano  de 1506, que é quando morre Colombo. Também há testemunhos do interesse que o Colombo tinha pela mulher e o filho de Pedro.

Uma explicação para esta mudança de identidade terá a ver com motivos políticos: Pedro lutara com os reis de Portugal contra Castela. O nobre, por ter sido um grande inimigo da Coroa, não podia receber publicamente os favores dos reis católicos. Não obstante, como ele conhecia os segredos da navegação portuguesa, que os reis católicos de Castela tanto desejavam, teve de receber um novo nome para iniciar a sua expedição. E foi assim que um galego fez uma descoberta importante sem ter sido reconhecido como tal.

terça-feira, 10 de março de 2015

Nascimento da língua portuguesa

Hoje, no nosso blog, eu e a Cristina vamos falar um bocadinho da cultura portuguesa, concretamente do momento da separação do galego-português e do nascimento da língua portuguesa como uma só língua. 



O nascimento da língua portuguesa remonta à época romana, nas antigas províncias da Lusitânia e da Galécia, onde se falava uma única língua: o galego-português. O galego-português foi a língua do norte de Portugal e da Galiza durante muitos anos, mas depois, com a Reconquista, foi-se expandindo para o centro e sul de Portugal. Nesta etapa, entrou em contato oral com outras línguas da Península, como por exemplo, os dialetos moçárabes, mas o latim permanecia ainda como língua escrita. Os registos mais antigos duma língua portuguesa diferente já se apreciavam em documentos administrativos do século IX e começava, assim, uma separação lenta e em progresso das duas línguas.

Foi com o Rei Afonso I que Portugal se converteu num reino independente no ano 1143, e o idioma vernáculo escrito passou gradualmente a um uso geral. A separação política entre Portugal e a Galiza permitiu que as duas regiões se desenvolvessem em direções opostas. Anos mais tarde, com o rei D. Dinis, no ano 1290, construiu-se a primeira universidade portuguesa em Lisboa, fazendo assim com que o português fosse utilizado tanto oralmente como na escrita, em vez das línguas clássicas. A partir desta mudança, também se começou a formalizar o seu uso no âmbito administrativo, e a língua, que antes se conhecia como “língua vulgar”, passou a ter o reconhecimento de “língua portuguesa”, com uma tradição literária própria e com a primeira gramática da língua portuguesa.

Assim, podemos dizer que até aproximadamente ao ano 1350 o galego-português permaneceu como língua nativa da Galiza e Portugal, mas a partir do século XIV o português tornou-se uma língua madura, com uma tradição literária riquíssima. Esta riqueza passou o oceano e o português assentou em grande parte da América do Sul, mas experimentou certas mudanças, que deram lugar ao português do Brasil. Nesta época, também o galego se viu cada vez mais influenciado pelo castelhano e, pouco a pouco, foi perdendo poder. Não obstante, continua a ser uma língua grande e poderosa, já que é muito falada e digna de admiração.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Música portuguesa: fado e pimba


Neste artigo, vamos focar a nossa atenção na música típica de Portugal. As tradições musicais são diversas e dinâmicas e refletem as influências que Portugal recebe das culturas do norte de África e também do Brasil. Em Portugal há numerosos grupos musicais, entre os quais se destacam os Madredeus, os Da Weasel, entre outros. Porém, não se deve desprezar a importância do fado e da música tradicional, bem como da música pimba.

O fado é um género musical que nasceu por volta de 1820. Geralmente, versa sobre melodias tristes e faz referência aos estratos mais baixos da sociedade. Possivelmente, a figura mais destacada do fado português seja Amália Rodrigues, que é considerada uma grande figura artística em Portugal. Mas também é importante referir uma grande fadista radicada na Galiza: Maria do Céu. De facto, há quem já a tenha considerado a sucessora de Amália Rodrigues. O fadista costuma fazer-se acompanhar por uma guitarra de doze cordas, cuja origem remonta à Idade Média, que foi introduzida em Portugal já na segunda metade do século XVIII. As casas de fado, que são restaurantes típicos onde se pode ouvir fado, estão localizadas nos antigos bairros de Lisboa, como Alfama ou Lapa. Nestes locais, o fado é ouvido depois de jantar, na obscuridade ou com uma luz muito baixa.

Por outro lado, há outros géneros musicais portugueses, como a música pimba. Este estilo musical tem conotações rurais. Geralmente, este tipo de música utiliza letras de conteúdo sexual ou romântico e o cantor costuma fazer-se acompanhar de instrumentos como o acordeão ou a concertina. Até à década de 1980, a palavra “pimba” era considerada um argot. Quanto aos artistas mais destacados neste género, importa referir Emanuel, que compôs uma canção que despertou uma grande polémica na época (década de 1990), chamada “Nós Pimba”. Além dele, neste género podemos também destacar Quim Barreiros que, na maioria das suas canções, utiliza letras com evidentes alusões sexuais. Algumas das canções são “A garagem da vizinha” e “Bacalhau à portuguesa”, onde se podem ver claramente alusões aos órgãos genitais femininos. Outro dos grandes êxitos de Quim Barreiros é a canção “Os peitos da cabritinha”.

Finalmente, é importante referir que a música portuguesa tem uma grande importância na sua cultura, e Portugal é conhecido a nível internacional também pela sua tradição folclórica. Portanto, a música é característica do espírito português e tem consequências na sua história e nas suas raízes culturais.


Bibliografia:
- Cintra, L. / Cunha, C. (1984): Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa: Sá da Costa.
- Dicionário Priberam, [em linha] URL: http://www.priberam.pt/.
- Lopes, Samuel (2012). Fado Portugal. 200 anos de Fado. Seven Muses Musicbooks.

Se quiserem ouvir...
- https://www.youtube.com/watch?v=uFgctURyGp4: Amália Rodrigues “Estranha forma de vida”.
- https://www.youtube.com/watch?v=5NbZtySlios: Pimba portuguesa.
- https://www.youtube.com/watch?v=Ro0gb-BU3vg: Maria do Ceu “María la portuguesa”.
- https://www.youtube.com/watch?v=gTAX_nxOjtA: Emmanuel: “Nós pimba”.
- https://www.youtube.com/watch?v=wFpbhooe6Ns: Quim Barreiros: “Os peitos da cabritinha”.