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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Felicidade, sucesso e insucesso

É possível alcançar o sucesso de distintas maneiras, mas realmente, com uma só basta. O caminho que leva ao sucesso está ligado à busca e à concretização da felicidade.

Nem todas as pessoas de êxito são felizes, porém não há pessoa feliz que não haja alcançado dito êxito. As pessoas deveriam perguntar-se o que é a felicidade.

Há muitas definições de felicidade e, ainda que muitas delas tenham uma parte certa, deveríamos focar a perspetiva psicológica. A felicidade é equivalente à vivência frequente de sucessos positivos.

Portanto, para nós, uma pessoa feliz é aquela que experimenta amiúde um estado de bemestar emocional. Uma pessoa que goza de felicidade poderia caracterizar-se por ter confiança em si mesma, por ser otimista, autossuficiente e social.

Da mesma maneira que com a felicidade, existem várias definições de êxito, contudo, a mais comum é conseguir aquelas coisas que a sociedade e a cultura na qual vives valoriza.


Fonte:pinterest.com

O sucesso pode levar à felicidade, mas também uma pessoa pode ser infeliz apesar de ter êxito em algum aspeto da sua vida. No entanto, ainda que o sucesso não traga a felicidade totalmente, a felicidade sim pode trazer o êxito.

Isto deve-se ao facto de que sentir emoções positivas implica que a vida corre bem, que não há problemas graves que precisem da nossa atenção, pelo que podemos dedicar essa ausência a construir e expandir as nossas relações e recursos.

A partir de numerosos estudos psicológicos podemos observar a tendência das pessoas que se consideram felizes em diferentes âmbitos, por exemplo o trabalho, relações sociais e saúde.

As pessoas passam uma grande parte do seu tempo trabalhando já que o emprego é importante e necessário para gerar receitas. Os trabalhadores felizes dispõem de vantagens em relação aos menos positivos, são mais profissionais, rendem mais nos seus trabalhos e têm melhor relação com os seus colegas.

Quanto às relações sociais, é importante pertencer a um grupo, a amizade, por exemplo, é um dos principais elementos necessários para se ser feliz. Uma boa vida social cheia de atividades divertidas e variadas em companhia pode fomentar um melhor bem-estar.

Sem dúvida, o aspeto no qual mais influencia a felicidade é na saúde, tanto mental como física. As pessoas felizes não têm tanto perigo de ter doenças mentais, depressões, ataques de ansiedade e inclusive foi demonstrado que diminuem as possibilidades de ter cancro, além de ajudar à recuperação.



Fonte: pinterest.com

O êxito também tem o seu contraponto, já que pode tornar-se viciante. Uma pessoa obcecada em ter sucesso, pode deixar de ser feliz quando as suas metas são demasiado altas, tudo deve estar em equilíbrio.

Em conclusão, as pessoas com emoções e atitudes positivas são mas felizes e fazem frente as situações difíceis de maneira mais eficiente e sobre
tudo têm muito mais êxito.

A importância de aprender português

Aprender uma língua é sempre benéfico para diversos aspetos da tua vida. No caso do português, estas são algumas das razões pelas quais deverias escolher esta língua como L2. 

O português é a língua oficial de oito países do mundo, entre os quais encontramos o Brasil, Moçambique, Portugal, Angola e Guiné Bissau, isto é, o português está espalhado pelos quatro continentes e estima-se que quase 250 milhões de pessoas o falam. 

Focando benefícios a nível académico e laboral, o português é usado em conferências, negócios internacionais, comércio... Pode inclusivamente ajudar a obter uma promoção devido a que o conhecimento de outros idiomas facilita a comunicação com clientes estrangeiros na sua língua materna, e se tiveramos em conta que és o único capaz de falar essa língua, serás mais indispensável. O domínio doutras línguas facilita as possibilidades de viajas, já que és mais competitivo e também e possível que recebas um aumento de salário. 

O mais importante não é só o relacionado com o trabalho, mas os benéficos pessoais que traz consigo: a satisfação de poder viajar ao estrangeiro e conhecer a cultura, costumes e tradições dum país sem necessidade da ajuda dum guia ou tradutor; a aproximação com os países vizinhos quanto à diplomacia e à cultura e, o mais interessante, a independência e confiança que ganharás quanto à comunicação com estrangeiros. 

Outro aspeto a ter em conta são as viagens e os hobbies. Se vais de viagem a um lugar onde falem uma língua diferente da tua mas que conheces, a experiência será mais enriquecedora, além de poderes ser mais amável com os habitantes. Se te apaixonam a cozinha e a música, poderás desfrutar de receitas únicas doutros países e de diferentes culturas musicais como por exemplo a ópera; divertindo-te ao mesmo tempo que praticas o idioma.

Fonte: pinterest.com

Quanto aos benefícios académicos, a tua mente estará motivada a pensar de distintas maneiras e a obter uma melhor comunicação ajudando a resolver os problemas de modo mais rápido e flexível. Para além disso, as tuas capacidades aumentarão ao mesmo tempo que também o farão as tuas qualificações e incrementarão as possibilidades de obter uma bolsa Erasmus ou Bilateral em países de fala portuguesa. 

Também há outros benefícios como apreciar a arte de modo diferente, falar um novo código, poder ver notícias doutro país e analisá-las de outra perspetiva. Uma vez tendo aprendido uma segunda língua, será muito mais fácil aprender outras. Neste caso, o português é de origem latina por conseguinte, ajudará a aprender outras línguas com a mesma raiz. 

Para finalizar, consideramos, desde um ponto de vista filológico, que a aprendizagem duma língua é a base da educação, trabalho, e vida social de todo indivíduo.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Buscando a felicidade numa vida melhor

A migração interna, quer dizer, quando uma pessoa muda duma região para a outra mas dentro do próprio país em busca duma vida melhor, é uma realidade cada vez mais presente na Espanha. Desde 2008 a migração exterior e interior foi aumentando por causa da crise económica do país até a atualidade.
Na minha vila muitas pessoas decidiram migrar para as cidades, com a esperança de encontrar um trabalho que lhes proporcione estabilidade económica necessária para poder viver dignamente e poder desenvolver-se como pessoas. Porém, muitas vezes os resultados não foram os esperados. Talvez não imaginassem ou não pensassem que a maior parte dos trabalhos que oferecem as cidades requerem formação específica e, também, experiência prévia. Não obstante, alguns tiveram sorte, conseguiram um trabalho e puderam estabelecer-se na cidade. A vida melhor que procuravam estava a fazer-se realidade. É o caso duma amiga da minha mãe. Ela trabalhava numa loja de roupa mas, com a crise, a loja fechou e não tinha dinheiro suficiente para sobreviver. Então, decidiu viajar para a capital, Madrid, e buscar ali um futuro melhor. Lá foi contratada para trabalhar como advogada num gabinete, pois tinha feito a licenciatura ao mesmo tempo que trabalhava na loja. Deste modo, alcançou uma profissão reconhecida e pôde formar ali uma família.
Em contraposição, outras pessoas vieram à minha vila com a intenção de fugir da agonia e do alvoroço das cidades. Buscavam uma vida mais tranquila para as famílias e um novo meio em contato com a natureza, longe da poluição das urbes. Lembro-me duma família que começou uma nova etapa com os filhos; adoravam tudo o que antes não tinham: a calma, falar com as pessoas na rua, a cultura própria, os costumes, a natureza... Enfim, o modo de viver. O certo é que há uma visível diferença entre uma cidade como Barcelona e uma vila do centro de Galiza. Contudo, a adaptação deles foi muito rápida, e em pouco tempo, abriram um negócio de restaurantes que teve um considerável êxito entre os vizinhos. Os anos passaram e eles conseguiram formar uma vida afastada da cidade e, também, uma estabilidade económica num lugar que outros abandonavam pela mesma razão.
Em síntese, nestas situações observamos dois tipos de migração interior, do rural para a cidade e da cidade para o rural, com o mesmo objetivo, ou seja, buscar uma vida melhor. A diferença está no que cada pessoa considera como “vida melhor”. Não temos um sentir comum, isto é, uns buscam a felicidade e a estabilidade num meio saudável, fugindo do ruído e do stress da cidade e outros correm para as cidades tentando cumprir os seus sonhos. Não obstante, é verdade que em períodos complicados a urbe parece a opção mais apropriada para buscar um futuro, já que oferece multitude de oportunidades e serviços. Porém, considero que é ótimo ter estas duas variantes para que nenhuma zona fique sem habitantes. A vida nas vilas e aldeias, junto com os trabalhos na agricultura ou no comércio, são tão necessários como os que se realizam na cidade. Nem sempre onde há mais oportunidades é onde está a solução. “ A cidade maior está dentro da nossa mente”.
Fonte: Pinterest