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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Novas tecnologias e juventude

Assim que a Internet apareceu, começou a redefinir as formas de as pessoas se expressarem, pensarem, memorizarem, namorarem, educarem, etc. Os jovens têm já algums perfis profundamente “virtuais” porque eles aceitam uma virtualização cada vez maior da vida. No mundo moderno, quase todos os campos da vida como a saúde, alimentação, mobilidade ou lazer, ficam cada vez mais a cargo das novas tecnologias, que prometem trazer-nos conforto e felicidade. A juventude está imersa no uso dos aparelhos digitais contemporâneos e, por tanto, ao interagirem com o mundo virtual, acabam construindo um sentimento de autonomia e de identidade, mas que também conduz à dependência e à solidão.

Há poucas décadas, apenas a rádio e a televisão constituiam os ambientes mais tecnológicos; hoje são as diversas máquinas digitais que apreendem e “ativam” as interações sociais em um novo mundo de comunicação. Mas isto também traz aspetos negativos já que os jovens, que estão plenamente absorvidos nas interações e aprendizados tecnológicos, ficam com pouco tempo para pensar no sentido disto para as suas vidas.

Por um lado, as novas tecnologias não apenas tornam a vida mais fácil, mas também produzem mudanças nos costumes e nos hábitos sociais. O seu uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como ficar dependente do telemóvel ou da Internet, ou outras como déficit de atenção, stress, isolamento social, abusos e distanciamento da realidade. Devido ao anonimato e ao facto de ser um meio de comunicação instantânea entre pessoas de vários grupos, a Internet pode tornar-se uma ameaça. Da mesma forma que a Internet é usada para discutir temas importantes na sociedade, aproximando opiniões de pessoas distantes, também reflete o trabalho de pessoas com motivação ilegal ou criminosa.


Fonte: pinterest.com
Por outro lado, o uso da Internet pelos jovens também traz aspetos positivos. Sem a Internet, um jovem nunca poderia pesquisar trabalhos nem muito menos partilhar ideias com os colegas por mensagens instantâneas, algo muito positivo em caso de querer realizar um trabalho ou estudar em conjunto. Um jovem também vê na Internet uma forma de entretenimento, como por exemplo ver vídeos ou baixar livros. Além disso, o telemóvel é hoje a principal meio portátil usada pela juventude por caracterizar-se como uma ferramenta apropriada para a produção de conteúdo multimédia. Com o telemóvel, os jovens estão-se transformando em produtores e distribuidores de conteúdos multimédia para grupos e redes. Isto é devido a que o telemóvel, com sua alta mobilidade e portabilidade, é capaz de ser multifuncional em áudio e vídeo, permitindo à juventude assumir uma postura ativa, participando como agente transformador e construtor da realidade, sendo fonte, recebedor e transmissor simultaneamente.

Em conclusão, a Internet, como qualquer outra coisa na vida, tem as suas vantagens e desvantagens; pode ser como uma autêntica droga ou como uma autêntica lufada de ar fresco. Os jovens de hoje estão expostos à tecnologia digital de uma maneira nunca antes vista e a tecnologia moderna pode-se tornar para eles uma componente invisível e, ao mesmo tempo, fundamental em as suas vidas.


Fenómenos de resposta a falências sócio-políticas

Hoje em dia é muito comum encontrar obstáculos na política ou na sociedade em geral que, se não tentamos mudá-los, podem afetar seriamente alguns setores da população. É por isso que quando há algum problema social ou político que afeta maior parte das pessoas é necessário manifestar-se de algum jeito para evitar males maiores e para conseguir que a opinião da gente também conte na hora de tomar algumas decisões.

Primeiro, é preciso dizer que uma manifestação tem de ser sempre pacífica, já que há muitas maneiras de conseguirmos ser ouvidos sem utilizar a violência. Poderíamos classificar as manifestações segundo a sua “gravidade”, por exemplo, uma greve de fome. Esta é uma maneira muito comum de resposta e bastante efetiva, já que quando a pessoa deixa de comer e entra em perigo o fator humano, os governantes costumam temer pela sua vida e tomam as medidas necessárias, ou pelo menos, começam as negociações. Outro jeito de protesto também pode ser ficar nu na rua. Já há vários grupos de ativistas que se dedicam lutar contra de problemas e aparecem nus em sítios muito polémicos com outros manifestantes e um slôgane. Não é a forma mais pacífica de protestar, mas o que conseguem com estas ações é que as imagens corram o mundo e todas as pessoas saibam qual é o tema que procuram solucionar.

Fonte: pinterest.com
Tenho de dizer que estas são umas maneiras de manifestar-se um pouco drásticas, porque também há outras menos fortes que chegam do mesmo modo às pessoas. Uma delas é utilizando a arte, como a música ou a pintura. Por exemplo, as canções são uma forma eficaz de chegar à população porque a través delas podem-se expressar todo o tipo de sentimentos e além disso, fazêm-no de uma maneira emocional que depois as pessoas recordam com facilidade. A música, como ocorre com a pintura, estarão sempre presentes na sociedade e poderão chegar a os diferentes setores, embora o problema já fosse solucionado, mas serviriam, então, como um ícone para evitar que alguma injustiça voltasse a acontecer. 

Por outro lado, a oratória foi desde há muitos anos o ponto forte dos representantes e das pessoas que lutam por ter um presente, e se calhar, um futuro melhor. Por isso, outra forma de resposta às falências sociais e políticas é a elaboração de um discurso emotivo e bem argumentado que teria de ser recitado em público ou, incluso, ou impresso em cartazes para que chegasse ao maior número de pessoas possível. Para além disto, o ideal seria utilizar recursos como a ironia, já que deste jeito os governantes perceberiam melhor o que teriam de fazer bem e até é possível que o tomassem como um reto. 

Em conclusão, quando há falências sócio-políticas é bom manifestar-se e opinar porque quase sempre e somente deste jeito se conseguem solucionar os problemas.

Felicidade, sucesso e insucesso

É possível alcançar o sucesso de distintas maneiras, mas realmente, com uma só basta. O caminho que leva ao sucesso está ligado à busca e à concretização da felicidade.

Nem todas as pessoas de êxito são felizes, porém não há pessoa feliz que não haja alcançado dito êxito. As pessoas deveriam perguntar-se o que é a felicidade.

Há muitas definições de felicidade e, ainda que muitas delas tenham uma parte certa, deveríamos focar a perspetiva psicológica. A felicidade é equivalente à vivência frequente de sucessos positivos.

Portanto, para nós, uma pessoa feliz é aquela que experimenta amiúde um estado de bemestar emocional. Uma pessoa que goza de felicidade poderia caracterizar-se por ter confiança em si mesma, por ser otimista, autossuficiente e social.

Da mesma maneira que com a felicidade, existem várias definições de êxito, contudo, a mais comum é conseguir aquelas coisas que a sociedade e a cultura na qual vives valoriza.


Fonte:pinterest.com

O sucesso pode levar à felicidade, mas também uma pessoa pode ser infeliz apesar de ter êxito em algum aspeto da sua vida. No entanto, ainda que o sucesso não traga a felicidade totalmente, a felicidade sim pode trazer o êxito.

Isto deve-se ao facto de que sentir emoções positivas implica que a vida corre bem, que não há problemas graves que precisem da nossa atenção, pelo que podemos dedicar essa ausência a construir e expandir as nossas relações e recursos.

A partir de numerosos estudos psicológicos podemos observar a tendência das pessoas que se consideram felizes em diferentes âmbitos, por exemplo o trabalho, relações sociais e saúde.

As pessoas passam uma grande parte do seu tempo trabalhando já que o emprego é importante e necessário para gerar receitas. Os trabalhadores felizes dispõem de vantagens em relação aos menos positivos, são mais profissionais, rendem mais nos seus trabalhos e têm melhor relação com os seus colegas.

Quanto às relações sociais, é importante pertencer a um grupo, a amizade, por exemplo, é um dos principais elementos necessários para se ser feliz. Uma boa vida social cheia de atividades divertidas e variadas em companhia pode fomentar um melhor bem-estar.

Sem dúvida, o aspeto no qual mais influencia a felicidade é na saúde, tanto mental como física. As pessoas felizes não têm tanto perigo de ter doenças mentais, depressões, ataques de ansiedade e inclusive foi demonstrado que diminuem as possibilidades de ter cancro, além de ajudar à recuperação.



Fonte: pinterest.com

O êxito também tem o seu contraponto, já que pode tornar-se viciante. Uma pessoa obcecada em ter sucesso, pode deixar de ser feliz quando as suas metas são demasiado altas, tudo deve estar em equilíbrio.

Em conclusão, as pessoas com emoções e atitudes positivas são mas felizes e fazem frente as situações difíceis de maneira mais eficiente e sobre
tudo têm muito mais êxito.

A importância de aprender português

Aprender uma língua é sempre benéfico para diversos aspetos da tua vida. No caso do português, estas são algumas das razões pelas quais deverias escolher esta língua como L2. 

O português é a língua oficial de oito países do mundo, entre os quais encontramos o Brasil, Moçambique, Portugal, Angola e Guiné Bissau, isto é, o português está espalhado pelos quatro continentes e estima-se que quase 250 milhões de pessoas o falam. 

Focando benefícios a nível académico e laboral, o português é usado em conferências, negócios internacionais, comércio... Pode inclusivamente ajudar a obter uma promoção devido a que o conhecimento de outros idiomas facilita a comunicação com clientes estrangeiros na sua língua materna, e se tiveramos em conta que és o único capaz de falar essa língua, serás mais indispensável. O domínio doutras línguas facilita as possibilidades de viajas, já que és mais competitivo e também e possível que recebas um aumento de salário. 

O mais importante não é só o relacionado com o trabalho, mas os benéficos pessoais que traz consigo: a satisfação de poder viajar ao estrangeiro e conhecer a cultura, costumes e tradições dum país sem necessidade da ajuda dum guia ou tradutor; a aproximação com os países vizinhos quanto à diplomacia e à cultura e, o mais interessante, a independência e confiança que ganharás quanto à comunicação com estrangeiros. 

Outro aspeto a ter em conta são as viagens e os hobbies. Se vais de viagem a um lugar onde falem uma língua diferente da tua mas que conheces, a experiência será mais enriquecedora, além de poderes ser mais amável com os habitantes. Se te apaixonam a cozinha e a música, poderás desfrutar de receitas únicas doutros países e de diferentes culturas musicais como por exemplo a ópera; divertindo-te ao mesmo tempo que praticas o idioma.

Fonte: pinterest.com

Quanto aos benefícios académicos, a tua mente estará motivada a pensar de distintas maneiras e a obter uma melhor comunicação ajudando a resolver os problemas de modo mais rápido e flexível. Para além disso, as tuas capacidades aumentarão ao mesmo tempo que também o farão as tuas qualificações e incrementarão as possibilidades de obter uma bolsa Erasmus ou Bilateral em países de fala portuguesa. 

Também há outros benefícios como apreciar a arte de modo diferente, falar um novo código, poder ver notícias doutro país e analisá-las de outra perspetiva. Uma vez tendo aprendido uma segunda língua, será muito mais fácil aprender outras. Neste caso, o português é de origem latina por conseguinte, ajudará a aprender outras línguas com a mesma raiz. 

Para finalizar, consideramos, desde um ponto de vista filológico, que a aprendizagem duma língua é a base da educação, trabalho, e vida social de todo indivíduo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Manoel de Oliveira: 1908 - 2015

Não queria deixar passar em branco, aqui no blogue, a notícia da morte de Manoel de Oliveira, um dos mais reconhecidos e respeitados cineastas portugueses, que também viveu na Galiza parte da sua infância. 
Manoel de Oliveira morreu no passado dia 2 de abril, com a extraordinária idade de 106 anos, o que fazia dele o mais velho realizador do mundo ainda em atividade. Manoel de Oliveira somou mais de 80 anos de carreira, abrilhantados com dezenas de prémios e distinções nacionais e internacionais. Em 2008, foi-lhe prestada homenagem no Festival de Cannes e, quatro anos antes, Veneza atribuiu-lhe um Leão de Ouro, consagrando, assim, a sua carreira como realizador. 
Manoel de Oliveira dizia que queria fazer filmes até morrer. Assim foi. A última curta-metragem do cineasta português, "O Velho do Restelo", estreou-se em dezembro de 2014. 
A melhor homenagem que podemos fazer ao Mestre do cinema português é assistir aos seus filmes, entre os quais destaco "Aniki-Bobó" (1942), "O Acto da Primavera" (1963), "A Divina Comédia" (1991) e "Vale Abraão" (1993). 
 Deixo-vos algumas ligações para reportagens e filmes.

 

Ligações úteis:

- http://pt.euronews.com/2015/04/02/morreu-manoel-de-oliveira/
- http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=183160
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=183199
- http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=817287&tm=4&layout=121&visual=49
- http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/um-filme-falado/manoel-de-oliveira-com-o-manoel-tudo-era-muito-singular
- http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/manoeldeoliveira/2015-04-03-Manoel-de-Oliveira-segundo-os-atores 

- https://www.youtube.com/watch?v=1Dv1OpvG5E0
- https://www.youtube.com/watch?v=7e5-3o7GwAg
- https://www.youtube.com/watch?v=9D-H3YX60ts
- https://www.youtube.com/watch?v=ViYWJ48E7AE

terça-feira, 10 de março de 2015

Nascimento da língua portuguesa

Hoje, no nosso blog, eu e a Cristina vamos falar um bocadinho da cultura portuguesa, concretamente do momento da separação do galego-português e do nascimento da língua portuguesa como uma só língua. 



O nascimento da língua portuguesa remonta à época romana, nas antigas províncias da Lusitânia e da Galécia, onde se falava uma única língua: o galego-português. O galego-português foi a língua do norte de Portugal e da Galiza durante muitos anos, mas depois, com a Reconquista, foi-se expandindo para o centro e sul de Portugal. Nesta etapa, entrou em contato oral com outras línguas da Península, como por exemplo, os dialetos moçárabes, mas o latim permanecia ainda como língua escrita. Os registos mais antigos duma língua portuguesa diferente já se apreciavam em documentos administrativos do século IX e começava, assim, uma separação lenta e em progresso das duas línguas.

Foi com o Rei Afonso I que Portugal se converteu num reino independente no ano 1143, e o idioma vernáculo escrito passou gradualmente a um uso geral. A separação política entre Portugal e a Galiza permitiu que as duas regiões se desenvolvessem em direções opostas. Anos mais tarde, com o rei D. Dinis, no ano 1290, construiu-se a primeira universidade portuguesa em Lisboa, fazendo assim com que o português fosse utilizado tanto oralmente como na escrita, em vez das línguas clássicas. A partir desta mudança, também se começou a formalizar o seu uso no âmbito administrativo, e a língua, que antes se conhecia como “língua vulgar”, passou a ter o reconhecimento de “língua portuguesa”, com uma tradição literária própria e com a primeira gramática da língua portuguesa.

Assim, podemos dizer que até aproximadamente ao ano 1350 o galego-português permaneceu como língua nativa da Galiza e Portugal, mas a partir do século XIV o português tornou-se uma língua madura, com uma tradição literária riquíssima. Esta riqueza passou o oceano e o português assentou em grande parte da América do Sul, mas experimentou certas mudanças, que deram lugar ao português do Brasil. Nesta época, também o galego se viu cada vez mais influenciado pelo castelhano e, pouco a pouco, foi perdendo poder. Não obstante, continua a ser uma língua grande e poderosa, já que é muito falada e digna de admiração.

terça-feira, 3 de março de 2015

A música portuguesa contemporânea: para além do fado e do pimba

Há já alguns anos, mais precisamente em 2008, este artigo no blogue Babel 2.0, um blogue escrito em castelhano sobre línguas e novas tecnologias, que depois originou este artigo no meu blogue pessoal, fazia-me questionar sobre os motivos pelos quais há tanto desconhecimento sobre a diversidade da cultura portuguesa fora de Portugal. Este desconhecimento existe quer atravessemos o Atlântico, quer atravessemos a fronteira até Espanha. A verdade é que a proximidade não garante a troca de experiências culturais. 

No ano de 2011, numa oficina de lexicografia computacional, na Áustria, num ambiente multicultural e multilingue, numa conversa sobre cultura e estereótipos nacionais, uma austríaca falava-me sobre as referências que tinha sobre a música portuguesa. Falou-me de fado e da Mariza. Há dias, numa aula de Português num mestrado, perguntei aos alunos que referências musicais tinham de Portugal. A resposta foi Quim Barreiros e fado. Esta semana, como que para trazer de volta a discussão que o artigo do blogue Babel 2.0 despertou em 2008, e para confirmar os meus medos, a Sílvia e a Sónia escreveram um artigo sobre música portuguesa, mencionando o fado e a música pimba. 

Este facto não teria importância se não fosse tão recorrente. E é essa recorrência que incomoda. Não saberia encontrar, hoje, razões objetivas para o facto de Portugal ter como imagem, fora de portas, o fado e a música pimba, mas este é um assunto que deveria merecer alguma atenção por parte de todos os agentes culturais que têm por missão divulgar o que de melhor se faz em Portugal. Pergunto-me se outros professores portugueses fora de Portugal se deparam com estas mesmas ocorrências. Pergunto-me ainda se o mesmo se passa com professores de outros países.

Sabemos que um dos maiores promotores de cultura são os meios de comunicação social. Se é verdade que a radiodifusão pública portuguesa (RDP) tem tido um papel importantíssimo na divulgação do património cultural português e de língua portuguesa, eu pergunto-me por que razão a televisão (RTP) não tem tido o mesmo papel. Custa-me ouvir constantemente, nos canais da televisão pública, na RTP Internacional, por exemplo, o mesmo género musical repetido até à exaustão. Não me interpretem mal, não tenho nada contra a música pimba ou contra o fado, simplesmente valorizo a diversidade e acredito que a qualidade deve ter tempo de antena privilegiado. Se queremos acompanhar a cultura portuguesa contemporânea, em toda a sua diversidade e qualidade, temos de sair dos meios de comunicação tradicionais. Não deveria ser assim. 

Pode servir de pouco trazer para este blogue alguma da música portuguesa contemporânea. Corro o risco de deixar de fora músicos e compositores portugueses brilhantes, mas pior seria não mencionar nenhum. Assim, aqui ficam alguns nomes, para todos os gostos. No fim, fica um vídeo do Tiago Bettencourt. 
           
A Naifa, Algodão, Amor Electro, Ana Moura, António Pinho Vargas, António Zambujo, Aurea, Boss AC, Buraka Som Sistema, Camané, Canto D’Aqui, Capicua, Capitão Fausto, Carlos do Carmo, Carminho, Clã, Coldfinger, Cool Hipnoise, Cristina Branco, Cuca Roseta, D.A.M.A., Da Weasel, David Fonseca, Dead Combo, Deolinda, Diabo na Cruz, Dulce Pontes, Emmy Curl, Fausto, Fingertips, First Breath After Coma, Frankie Chavez, Gomo, João Pedro Pais, Jorge Palma, Kika Santos, Kubik, Linda Martini,  Luísa Sobral, Madame Godard, Mão Morta, Marta Ren & The Groovelvets, Mayra Andrade, Miguel Araújo, Miguel Gameiro, Mind Da Gap, Mirror People,  Moonspell, Moullinex, Mundo Cão, Nightfalls, Norberto Lobo, Ornatos Violeta, Os Azeitonas, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Peixe: Avião, Pete Sake, Primitive Reason, Ramp, Rão Kyao, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rodrigo Leão, Samuel Úria, Sara Tavares, Sean Riley & the Slowriders, Sérgio Godinho, Soulbizness, Susana Félix, Tara Perdida, Terrakota, The Gift, The Happy Mess, The Legendary Tigerman, The Loafing Heroes, The Soaked Lamb, The Weatherman, There Must Be a Place, Tiago Bettencourt, Toranja, Urban Tales, Vaga Lume, Vitorino, Xutos & Pontapés, You Can't Win, Charlie Brown.