segunda-feira, 30 de março de 2015

Mineração irresponsável na Galiza: Corcoesto e Cova Eirós


Por:

Gabriel Ares Cuba
Sara Cambeiro Vázquez



Hoje vamos falar sobre a mineração na Galiza, concretamente da mina que põe em perigo a zona de Corcoesto e a Cova Eirós. A empresa canadense Edgewater tem ameaçado, desde há muito tempo, a província da Corunha com uma exploração a céu aberto. Por outro lado, a empresa Cementos Cosmos pretende fazer perigar um dos jazigos arqueológicos mais antigos da Península Ibérica, e o mais antigo da Galiza, situado na província lucense.
Em julho de 2013 conheceu-se a notícia de que a Xunta de Galicia e a Edgewater paralisaram o acordo para que a empresa desse ao Estado garantias de solvência. Este facto provocou a indignação da população por não terem dado atenção ao problema ambiental. Quase ano e meio depois, a empresa mineira anunciou que o acordo continua com efeito porque pretende satisfazer as exigências da Xunta. Em janeiro de 2015 sai à luz a notícia de que a companhia perderia os direitos sobre o terreno explorado, pela modificação da lei 3/2008 da ordenação da mineração da Galiza. Porém, quando parecia que o assunto com a Edgewater estava concluído, aparece uma notícia anunciando a exploração por parte da companhia Sacyr.


No seguimento destes acontecimentos,  a Cova Eirós também é vítima da mineração. Em agosto de 2014 sai à luz a notícia de que a canteira Cosmos reiniciou a sua atividade. Algumas associações denunciam o incumprimento de requisitos básicos para a realização destes projetos de cantaria. A alcaldesa de Triacastela tenta suavizar o golpe pedindo um museu para a gruta em perigo. Evidentemente, isto não é uma solução para a preservação do jazigo arqueológico. É necessário destacar que a mineira Cementos Cosmos pretende dinamitar a 50 metros da gruta. Por este motivo, o coletivo ecologista Adega interpôs uma denúncia perante as entidades responsáveis pela fiscalização. 
Contra estes abusos ambientais criaram-se diversas associações, como por exemplo, a ContraMINAcción (Twitter e Facebook) ou a Plataforma cidadá Salvemos Cabana (Twitter e Facebook). Esta última usa as redes sociais para difundir as novidades relacionadas com a mineração na Galiza. Além disso, está a realizar-se um documentário (Corcoesto. Voces contra la megaminería) que analisará a manipulação política e mediática relacionada com o caso.



Como conclusão, temos de ter em conta o relatório do Defensor del Pueblo no qual se denuncia a falta de colaboração da Xunta e o atraso na hora de disponibilizar a informação requerida sobre os danos das minas. O sucedido em Touro e em Valdeorras demonstra o escasso compromisso da Xunta com a fiscalização do setor mineiro na Galiza.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Este blogue é um espaço de aprendizagem. Foi criado para permitir a criação e partilha de conteúdos com o objetivo de desenvolver as capacidades comunicativas dos alunos em língua portuguesa. Por esse motivo, os comentários com conteúdo abusivo ou insultuoso serão eliminados.
Não cause dano.