quinta-feira, 31 de março de 2016

Apresentação: Simón e Aida



http://lamentable.org/libreros-y-vendedores-de-libros/estanteria-libros/
Apresentação: Simón e Aida.

Somos um grupo formado por Simón e Aida, dois estudantes de Filologia na Universidade da Corunha. O Simón estuda o grau de filologia inglesa e eu o grau de filologia espanhola, mais ambos coincidimos nas aulas de língua portuguesa. Estas aulas fizeram possível que uma grande amizade nascera entre os dois a causa do amor que sentimos pela cultura e idiossincrasia portuguesas.
 O Simón é um aficionado aos videojogos, ao cinema e a leitura, mas do que mas gosta é de viajar. Não importa o lugar, mais sim buscar novas experiências e aventuras. A gastronomia também é muito importante para ele, sempre esta a buscar novos sabores com os que experimentar: se não se graduar em Inglês, o Simón seria um fantástico cozinheiro!
 No meu caso, gosto muito da literatura (por isso decidi estudar filologia), mas do que mais gosto e da arte contemporánea e, especialmente, da pintura. O meu pai fui pintor e cartoonista durante moitos anos e ele mostrou-me todo ese mundo que tanto me fascina. Eu começei a receber aulas de pintura apenas com cinco anos e ainda hoje, pintar é a minha paixão. No futuro, gostaria de estudar história do arte ou qualquer coisa relacionada com este tema.

Apresentação Ivana e Lynn


Somos duas estudantes de português de quarto ano fazendo filología inglesa na Universidade de A Corunha.
Ambas as dois gostamos muito dos idiomas, e estamos aprendendo portugês e japonês, já que gostaríamos de ir a vivir a Japão. Tanto Lynn coma eu viajamos bastante a Portugal, já que Lynn tem seus pais vivendo lá e eu porque gosto de visitar Porto e Lisboa, dois dos meus destinos favoritos, e é por isso que eu estou a estudar português na Universidade.


Monte Fuji
                                       Imagem de :http://www.youngambassadorssociety.org


Apresentação grupo 1, 2016

Olá!

Somos a Iga, a Debora e a María. Estudamos português há três anos. Conhecemo-nos há dois meses na cadeira de Idioma Moderno: Português 3. Gostamos muito de estudar  línguas extrangeiras. Todas falamos espanhol, inglês e português. Além disso, a Iga e a Debora falam polaco porque são da Polónia.
A Iga gosta de ouvir música, ler, correr, viajar e ver filmes.

A Debora gosta de tocar charango, passar o tempo livre com os seus amigos e conduzir.
A María gosta de dançar, cantar, ir fazer compras, tocar a pandeireta e conhecer novos países.
Gostaríamos de melhorar o nosso nível de português por isso vamos escrever vários textos neste blogue.


Até breve!

Apresentação da Ariadna 2016 (grupo 3)

Olá!

    Sou a Ariadna. Começei a estudar português há dois anos na Faculdade de Filologia da Universidade da Corunha. Gosto muito da matéria porque o português é uma língua muito próxima ao galego e, além disso, uma vez que conheces a cultura do país vecinho atrapa-te para sempre. Por isso, estou desejando visitar outra vez Portugal e conhecer todos os seus encantos.
    Este é o penúltimo ano que estudo português e espero continuar aprendendo esta língua no meu último ano de licenciatura de Espanhol no próximo curso. 
Fonte: Wikipedia
Cumprimentos!

Apresentação Anaí, Alba e Noelia 2016 (Grupo 2)

Olá!

Somos a Anaí, a Alba e a Noelia. Estamos no terceiro ano da licenciatura de Inglês. A Anaí e eu, a Alba, começámos a estudar Português há seis meses, mas a Noelia começou há dois anos. Gostamos muito do Português e das línguas em geral.
A Anaí é de Vilalba e gosta muito de sair com os colegas, ir ao cinema, ouvir música e comer. A Noelia é de Ferrol e gosta de ouvir musica, debuxar, tirar fotos e tocar a guitarra. Finalmente, eu sou de Mondoñedo e gosto de viajar, tocar o violino e de conduzir.
Consideramos que o Português é um idioma muito útil para nós pela proximidade de Portugal com respeito a Galiza. Este semestre, esperamos ampliar os nossos conhecimentos e continuar aprendendo mais coisas sobre o idioma Português.

Cumprimentos!

Fonte: http://elmeme.me/static/uploads/images/2015/03/81079/81079_main_full.png

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O meio ambiente e a política

Neste artigo não vamos falar do modo de vida ecológico que devemos todos adotar para salvar o nosso planeta, já que cada um pode encontrar essas informações em qualquer lugar. O que nos interessa mais é a consciência internacional do problema. Exceto alguns “antiambientalistas”, admite-se que a responsabilidade dos humanos é inegável, assim como são inegáveis  também as consequências do aquecimento global para a humanidade e sobretudo para o planeta. A questão do ambiente é então internacional e os países não podem somente preocupar-se pelo seu território. Numerosas decisões foram tomadas a um nível internacional durante as últimas décadas para tentar encontrar soluções para o problema e a mais recente é a reunião de representantes de muitos países em Paris em dezembro de 2015 para a COP21. Para entender este acontecimento, vamos lembrar o historial das reuniões das organizações intergovernamentais para o ambiente e depois vamos apresentar os objetivos da COP21.
Em 1992 as Nações Unidas reuniram-se, no Rio de Janeiro, para uma primeira conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. Durante esta, quase todos os países do mundo assinaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (CQNUAC ou UNFCCC em inglês). Os países que assinaram comprometeram-se a limitar as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), gases responsáveis pelo aquecimento global. Diferentes protocolos podem endurecer os limites, como o famoso protocolo de Quioto de 1997. Os países devem também reunir-se com frequência durante as Conferências das Partes (COP) para falar da situação e tomar novas medidas. Estas são soberanas, o que significa que são superiores às leis nacionais de cada país e que devem ser aplicadas por todos. Contudo, a CQNUAC tem dificuldades em impor-se. O exemplo mais significativo é a recusa dos EEUU para firmar assinar o protocolo de Quito, não obstante ser um dos países mais produtores de GEE no mundo. Além disso, nota-se pouco progresso na redução dos GEE desde 1992, apesar de esforços comuns. As mudanças são avaliadas de maneira constante pelos membros especializados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC do inglês Intergovernmental Panel on Climate Change), outro órgão intergovernamental criado em 1988 no âmbito da ONU e possuidor do prêmio Nobel da paz de 2007. O seu papel é de sintetizar, para o melhor entendimento dos políticos e das populações, todas as informações científicas a respeito da mudança climática, dos seus impactos ambientais e socioeconómicos e das respostas possíveis ao problema.
Agora que conhecemos melhor os diferentes elementos que participam na tentativa de resolução da mudança climática, vamos falar da COP21, chamada assim por ser a 21a Conferência das Partes desde 1992, e que vai ter lugar em Paris. Tem diferentes objetivos para chegar a um novo plano coletivo que permitira estabilizar o aquecimento em menos de 2oC (a temperatura que os cientistas consideram como o limite antes de que os danos sejam irreversíveis). De momento, todas as medidas só permitem limitar o aquecimento aos 3oC e, então, a primeira parte da conferência vai consistir numa apresentação de cada país relativamente às suas medidas, para  partilhar ideias e melhorá-las. Num segundo tempo, tentarão propor soluções para as partes do mundo onde as consequências da mudança climática já são irreversíveis. O terceiro objetivo principal é  encontrar uma maneira de organizar as economias para que a partir do ano 2020 se mobilizem 100 bilhões de dólares por ano  para a resolução da questão climática. Paralelamente a estes acontecimentos políticos, acontecerão em Paris muitos eventos para sensibilizar as populações de maneira mais direita, como o evento “Solutions COP21” no Grand Palais que vai propor uma série de filmes, atividades, conferências, debates e exposições sobre as diferentes soluções para continuar a viver em respeito com a nossa terra.
O mundo intero parece ter consciência da necessidade de atuar rapidamente. No entanto já vimos a pouca eficiência das COP precedentes. De onde vem a incapacidade dos políticos para tomar decisões realmente fortes? Só podemos propor hipóteses, uma delas é bastante convincente: a carência de autonomia dos políticos. Eles têm tanto medo de não ser eleitos ou de não ser financiados por atores privados que não têm a coragem de atuar com força. Para eles, o que está em jogo é o seu lugar no xadrez geopolítico, não o estado do planeta. Se olharmos os mecenas da COP21 encontramos organismos como a Coca-Cola que são responsáveis por problemas muito importantes para o planeta. Acho que a única solução para chegar a umas decisões eficientes é separar o pensamento ambiental das ideologias políticas e financeiras. 

A identidade gastronómica de Portugal

Ainda que a comida possa parecer ser um elemento cultural muito importante, é sem dúvida essencial para a identidade duma comunidade, e isso em vários níveis. Vamos tentar vê-lo com o exemplo da importância cultural da gastronomia portuguesa.
Primeiro temos que compreender porque razão a gastronomia pode ser considerada um elemento cultural importante, até mesmo um elemento do património. Segundo a UNESCO, o patrimônio imaterial cultural é as práticas, as representações, as expressões, os conhecimentos e as capacidades transmitidas numa comunidade de geração em geração. Deve ser ao mesmo tempo tradicional e contemporâneo, ser capaz de integração, ser representativo duma comunidade e ser reconhecido por isso. É bastante evidente que a arte culinária responde a todos estes critérios. É uma prática mas também um conhecimento e uma capacidade que se transmite a cada geração, seja oralmente ou através de receitas escritas. Esta transmição é uma maneira de conservar uma tradição mas atualizando-a de cada vez, conferindo-lhe o seu caráter passado e contemporâneo. Demonstra capacidade de integração com os várias mudanças que efetua cada vez que aparecem novos alimentos ou com a adaptação de alguns pratos vindos de outros países. Para terminar com a generalização, temos que admitir que geralmente a comida  é  aceite pela sua comunidade porque  ela continua a fazê-la e a comê-la. A questão da representação que a comida é para a sua comunidade é mais complicada porque algumas culturas culinárias misturam-se tanto com outras que não podem ser consideradas própias de uma só comunidade,  mas comuns a várias. Acho que é nesta questão da representação que podemos verificar o elemento determinante que nos permite saber se uma comida é ou não um elemento cultural de uma comunidade. Então, qual é o caso da comida portuguesa?
Primeiro, a gastronomia portuguesa cumpre muito bem os dois critérios de tradição e de modernidade. Podemos comprová-lo com os menus dum restaurante  que propõe uma grande variedade de pratos compostos de bacalhau, uns vinhos próprios de Portugal, o uso importante do azeite, etc. Estes elementos tradicionais são atualizados por chefes como Avillez que, durante a Gastronomika 2015, fez pratos  “de memória” numa competição moderna . Quanto à integração, é tão importante na comida portuguesa que quase é um dos seus elementos próprios: com a colonização, foram importados alimentos do Brasil, da Ásia ou de África que foram integrados na cozinha local, nomeadamente o uso de especiarias, de feijão, de batata, que são agora produtos essenciais.
O caráter representativo da gastronomia aparece pelo comportamento dos que a praticam. A gastronomia não determina somente o que se come mas a maneira de viver dum grupo. Assim, a existência de numerosos nomes para o café em português é a prova da importância deste alimento. A existência de um termo para uma quinta refeição na noite demonstra um comportamento que não existe em todos os países. Mais a representação é sobretudo visível desde afora: se estrangeiros reconhecem a singularidade da comida portuguesa é porque deve ter algo de representativo. Efetivamente, notamos que um autor como o italiano Antonio Tabucchi celebra a comida portuguesa como única nos seus romances . A presença de restaurantes de comida portuguesa como A Casa Portuguesa  é também revelador de um reconhecimento internacional dessa comida.
Chegamos à pergunta do reconhecimento pelos próprios portugueses. Outra vez o simples fato de os portugueses continuarem transmitindo essa tradição é uma prova de que pelo menos a reconhecem como um elemento essencial do seu quotidiano. Outra prova é o lugar importante da gastronomia em fontes de informação como a página Wikipédia de Portugal  ou um sítio de turismo oficial de Portugal . Mostram que a sua gastronomia está reivindicada por Portugal como um elemento original e próprio da sua cultura.
Penso concluir nesta ideia de reivindicação. Mais que simplesmente reconhecê-la, Portugal reinvidica a sua gastronomia, tornando-a num elemento identitário e nacionalista. Assim têm organizado um Dia Nacional da Gastronomia para celebrar nacionalmente os seu patrimônio culinário, o último domingo de maio, como podemos ver neste artigo . Vou terminar com uma citação do chef português que participou na Gastronomika 2015 de San Sebastian (evento culinário internacional): “Estamos ao lado de Espanha, mas temos uma identidade própria”, afirmação clara e direita duma identidade determinada por uma singularidade culinária.